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domingo, 15 de março de 2015

LEI 10.639|03 e os processos de alfabetização na educação infantil pública.

Há cinco anos dedico-me a aperfeiçoar minha prática pedagógica e administrativa frente à Direção de uma Unidade Educacional da Rede Municipal de Ensino e pretendo aqui compartilhar os impactos que o trabalho com a Lei 10.639|03 provocaram sobre minha atuação profissional de forma agradavelmente irreversível.
Agregar ao currículo as reflexões sobre as relações étnico raciais me fez repensar ou reafirmar minhas convicções sobre um tema que divide educadores e especialistas.
Inúmeras constatações que fiz durante o meu percurso como educadora revelam que, de alguma forma, as Escolas de Educação Infantil garantem o acesso à linguagem escrita, a leitura, ao letramento que por ser óbvio, chamarei a partir de agora de processos de alfabetização, sem nenhum receio de contrariar grandes profissionais envolvidos com a educação pública. Acredito que a pluralidade de ideias deva ser respeitada, e que a todas seja garantido o direito de livre expressão. A marginalidade com que estas práticas ocorrem dentro das unidades escolares me preocupa, posto que a formação específica para lidar com esta questão só é oferecida aos professores do ensino fundamental o que empobrece os argumentos, a prática e consequentemente as discussões daqueles que defendem a ideia de que a construção das competências para a leitura de mundo, em que estão inseridas a escrita e a leitura, sejam um direito de todas as crianças e não, apenas, das crianças com seis anos completos matriculadas na rede pública.
A clandestinidade gera ainda mais equívocos, cujas consequências se refletem na vida daqueles que deveriam protagonizar seus próprios processos de construção.
Para além da discussão sobre alfabetização na educação infantil, entra no cenário da minha vida profissional a Lei 10.639|03 e a incansável busca em construir coletivamente um Projeto Político Pedagógico que tivesse como missão promover ações afirmativas pela igualdade racial e que estivesse igualmente comprometido com a qualidade social da educação.
O trabalho de combate ao racismo, ao preconceito e à discriminação nos exige uma profunda capacidade de escuta, reflexão e ação e nos permite enxergar além do que estamos acostumados a ver.
Com todos os sentidos aguçados compreendemos a realidade de outra forma e foi isso que aconteceu quando deixei de “não pensar” sobre algumas questões. A primeira esta relacionada ao fato de que as crianças chegam à EMEI escrevendo seu nome, grafando letras e números o que prova a dedicação familiar em suprir as lacunas que, em seu modo de ver e viver, só as escolas particulares são capazes de preencher. Mais uma vez, nossas crianças estão expostas àquilo que tanto combatemos em termos de alfabetização: a cópia de signos, o desenho das letras, por uma única razão, a escola em que os pais as matriculam, não correspondem às suas expectativas reais.
Caminhando ainda um pouco mais, surge a necessidade imperiosa de aproximar as famílias da vida escolar de seus filhos como um dos fundamentos para a conquista de uma gestão democrática. Como garantir de fato o espírito democrático dentro de um universo que constantemente desconsidera as expectativas de sua comunidade em relação ao desenvolvimento de seus filhos? Avalio que não há a menor possibilidade de parceria quando um dos lados envolvidos tenta insistentemente convencer o outro de que seus desejos e preocupações não correspondem ao que há de mais moderno em teorias pedagógicas.
Novamente o olhar e a escuta que adquiri com a implementação da Lei 10.639|03 invadem meus poros e analiso o perfil das crianças que estudam em escolas públicas. Declaradas ou não, em sua grande maioria são negras, seguidas por brancas e indígenas de baixa renda e considero relevante definir a quem interessa esta eterna discussão sobre o alfabetizar ou não as crianças de 4 e 5 anos no ensino público.
Procurei encontrar um tipo de concepção de educação que justificasse o sistemático investimento em ações que deixam cada vez mais exposta a distinção histórica e injusta entre a infância dos ricos e dos pobres, dos negros e dos brancos em meu país.
Definitivamente a vida é muito curta e as crianças permanecem apenas por dois anos na educação infantil e decidi não investir esforços nessa empreitada, porque considero urgente a tomada de decisão e recebi um auxílio valioso que me apresentou uma resposta definitiva aos meus anseios. Conduzida pelas mãos de Paulo Freire, acelerei meus passos, peguei alguns atalhos ao som das falas das crianças e famílias da EMEI Guia Lopes, e ouvi, silenciosamente: “Seria uma atitude muito ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que permitissem às classes dominadas perceberem as injustiças sociais de forma crítica”.
Agradeci em voz baixa e depois falei em alto e bom som, durante o primeiro encontro da ESCOLA DE PAIS, sobre os processos de alfabetização dentro de uma escola pública de educação infantil.
Sim, eu e minha equipe garantiremos as nossas crianças os mesmos direitos que são inquestionáveis às crianças de outras escolas. 
Nós acreditamos que as crianças negras, bolivianas, brancas e orientais das escolas públicas são tão competentes quanto às crianças do ensino privado.
Acreditamos que construir a competência escritora e leitora não exclua a ludicidade implícita em todos os desafios que somos capazes de vencer para desvendar os grandes mistérios do mundo letrado.
Sim, alfabetizar é libertar nossas crianças de um destino que lhes é imposto e, portanto, pouco promissor. É um investimento de longo prazo com resultados surpreendentemente imediatos.
Acreditamos que a promoção da igualdade racial começa quando damos oportunidades iguais aos “diferentes” e que é exatamente assim que se constrói uma escola democrática.
Cibele Araujo Racy Maria - SP 14 de março de 2015.

terça-feira, 10 de março de 2015

ESCOLA DE PAIS - TEMA ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Hoje, dia 10 de março de 2015, realizamos o segundo encontro da Escola de Pais.
Discutimos as expectativas das famílias em relação à aprendizagem de seus filhos, em especial ao processo de alfabetização.
Muitos, como em anos anteriores, demonstram uma grande preocupação em relação a escrita e leitura, talvez porque já tenham compreendido que nas escolas públicas de educação infantil este assunto seja um grande tabu e que seus filhos não terão os mesmos direitos que outras crianças.

Há anos percebemos que alguns de nossos alunos chegam à escola escrevendo seu nome, grafando algumas letras e recitando números, prova da dedicação familiar em suprir as lacunas que só as escolas particulares preenchem. Esta situação sempre nos inquietou profundamente, principalmente porque a escola que considera impróprio alfabetizar crianças de 4 e 5 anos, é a mesma que propaga a importância da participação dos pais na vida escolar de seus filhos e são impiedosas quando eles não comparecem às reuniões de pais. Nos parece incongruente querermos a participação das famílias em uma escola que não as escuta, que não reconhece suas expectativas, que não reconhece seus valores e cuja a história de vida não é levada em consideração quando determina o que as crianças devam ou não aprender. 
Há tempos os ideais de uma escola democrática são propagados aos quatro ventos , aos trancos e barrancos, mas nos perguntamos a que tipo de democracia estariam se referindo as políticas públicas?
Que escola democrática seria esta que não garante os mesmos direitos a todos?
Que concepção de criança seria esta que determina uma distinção histórica entre a infância dos ricos e dos pobres?
Que concepções de ensino-aprendizagem, de escola, de alfabetização e de infância teriam os professores que se negam a alfabetizar seus alunos do ensino público e alfabetizam seus alunos quando assumem suas funções em seu segundo vínculo? 
De que professores estamos falando quando sabemos que muitos alfabetizam seus próprios filhos antes mesmo de os colocarem na escola e negam, aos filhos de outros, os mesmos direitos? 
Que escola é essa que chama os pais para as reuniões para convencê-los de que os seus desejos e preocupações não correspondem aos mais avançados estudos sobre a educação infantil que consideram o BRINCAR como sendo a única forma de aprender? 
De que brincar estamos falando mesmo? Daquele que é preciso ser ensinado e aprendido ou daquele que supõe que as crianças livres, leves e soltas aprendem sozinhas?
Chegamos a várias respostas e elas nos parecem satisfatórias. Não é preciso desprezar ideias e conhecimentos, adotar cegamente uma única corrente de pensamento, idolatrar apenas um grande educador ou tê-lo como única referência porque em Educação isso tem um nome e inúmeras consequências às nossas crianças da escola pública: perder o trem da história e permanecer exatamente onde estão.
Sejamos, então, revolucionários porque a mudança é urgente nem que para isso tenhamos que nos render ao óbvio: as consequências de não alfabetizar crianças de 4 e 5 anos de famílias de Higienópolis não são as mesmas quando negamos esse direito aos nosso alunos.
Investimos no acesso, nos processos de construção da escrita e das estratégias de leitura  e o melhor de tudo é que não fazemos nenhum tipo de cobrança às crianças e, acreditem, isso dá certo!
Acreditamos que as crianças das escolas públicas têm os mesmos direitos que as crianças de escolas particulares. 
Acreditamos que as crianças negras, bolivianas, brancas e orientais das escolas públicas são tão competentes quanto as crianças das escolas particulares.
Acreditamos que construir a competência escritora e leitora seja a brincadeira mais gostosa e desafiadora que podemos oferecer.
Acreditamos que a promoção da igualdade racial começa quando damos oportunidades iguais aos diferentes e que é exatamente assim que se constrói uma escola democrática.
Foi uma noite deliciosa!!! Obrigada pela presença!!!



segunda-feira, 9 de março de 2015

Escola de Pais, porque a escola é para todos!


Hoje, dia 09 de março de 2015 inauguramos a Escola de Pais na EMEI Guia Lopes.
Nosso objetivo é o de formar os pais sobre questões que envolvam o desenvolvimento de seus filhos e divulgar os projetos didáticos da escola para que possam participar da vida escolar de nossas crianças.
A cada encontro, um novo tema.
Discutimos nesta segunda-feira, se crianças de 4 e 5 anos são capazes de atitudes racistas. Quando questionados, os pais foram unânimes em afirmar que sim. Esta foi a grande surpresa da noite! E que surpresa!
Divulgamos como formamos nossos professores e como as ações afirmativas pela igualdade racial e de gênero são levadas para as crianças.
Nessa escola tem lição de casa! Distribuímos ao final do encontro um pequeno texto para leitura.

O Brasil tem feito progressos significativos na melhoria da vida de suas crianças. Reduziu os índices da mortalidade infantil, o número de famílias que vivem com renda inferior a um dólar; melhorou e intensificou as políticas de ensino e de assistência às famílias. Contudo, isso ainda não está acontecendo para todas as crianças que vivem no País, especialmente quando observamos a situação de meninas e meninos indígenas e negros. Dentro de uma perspectiva de direitos humanos, essa igualdade é fundamental para que todos se beneficiem igualmente dos progressos alcançados. Essas crianças e adolescentes ainda vivem em contextos de desigualdades. São vítimas do racismo nas escolas, nas ruas, nos hospitais ou aldeias e, às vezes, dentro de suas famílias. Deparam-se constantemente com situações de discriminação, de preconceito ou segregação. Uma simples palavra, um gesto ou um olhar menos atencioso pode gerar um sentimento de inferioridade, em que a criança tende, de forma inconsciente ou não, a desvalorizar e negar suas tradições, sua identidade e costumes. O racismo causa efeitos.
              
 O racismo causa impactos danosos do ponto de vista psicológico e social na vida de toda e qualquer criança ou adolescente. A criança pode aprender a discriminar apenas por ver os adultos discriminando. Nesses momentos, ela se torna vítima do racismo. A prática do racismo e da discriminação racial é uma violação de direitos, condenável em todos os países. No Brasil, é um crime inafiançável, previsto em lei. Essa é uma situação que preocupa o UNICEF, uma vez que compromete o desenvolvimento pleno da maioria das crianças e adolescentes no Brasil. Existem cerca de 57 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, e sabemos que nenhum deles nasceu discriminando, seja por cor, raça ou etnia. Crianças são criativas quando estão aprendendo, e nós, adultos, devemos estimular esse potencial criativo. Por isso, o UNICEF lança uma campanha que faz um alerta sobre os impactos do racismo na vida de milhões de crianças e adolescentes brasileiros e convida cada um a fazer uma ação por uma infância e adolescência sem racismo.
               
Estudos na área de educação infantil revelam que, ainda na primeira infância, a criança já percebe diferenças na aparência das pessoas (cor de pele, por exemplo). A responsabilidade dos adultos é muito importante nesse momento, evitando explicações ou orientações preconceituosas. Não importa se uma criança é negra, branca ou indígena. Qualquer criança ao conviver em uma realidade de desigualdade e de discriminação tem a ilusão de que negros, brancos e indígenas devem ocupar necessariamente lugares diferentes na sociedade. Seja diante da TV, nas escolas, ou em histórias infantis, as crianças vão se desenvolvendo com imagens retorcidas de papéis e lugares segundo cor de pele ou aparências. Por essa razão, uma criança pode achar “desvantajoso” ter nascido negra ou indígena ou pertencer a um grupo étnico-racial mais discriminado.
                 Os efeitos disso são a negação e o esquecimento de suas histórias e culturas. Portanto, nosso compromisso é construir um lugar justo, igual e sem discriminação para nossas crianças. O Brasil tem exemplos de ações de solidariedade e de respeito às diferenças que precisam ser expandidos e disseminados. O UNICEF quer colaborar com o governo e com a sociedade para ampliar o alcance dessas boas experiências que visam minimizar os impactos do racismo sobre a infância, contribuindo para uma sociedade mais democrática.
Fonte: UNICEF, Brasília- 2010.

ESPERAMOS VOCÊS EM NOSSO PRÓXIMO ENCONTRO!
Abraços,
Equipe Gestora

terça-feira, 3 de março de 2015

ENCONTRO ENTRE OS PAIS E O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO GABRIEL CHALITA

Hoje participamos de um encontro promovido pela Diretoria Regional de Educação Freguesia|Brasilândia, na sede da UNIP, em que pais e alunos tiveram a oportunidade de se encontrar. com o Sr. Secretário de Educação Gabriel Chalita. O objetivo do encontro era o de escutar o que a comunidade escolar tinha a dizer. Críticas, sugestões e solicitações foram registradas e esperamos ter uma nova oportunidade como forma de garantir aos Conselhos de Escolas e Associações de Pais e Mestres a vez e a voz!
A Sra. Andrea Muzelli, representante da Associação de Pais e Mestres da EMEI Guia Lopes entregou ao Secretário uma carta que temos um enorme orgulho em divulgar.



 Ao Secretário Municipal de Educação da Cidade de São Paulo

Sr. Gabriel Chalita

 Carta para a reflexão e quem sabe para a ação. O assunto é sobre Educação e gostaria de vê-la tornar-se holística, pois assim, o enfoque estaria no indivíduo do ponto de vista do micro e do macrocosmo. Despertar-lhes-ia a consciência de sua real natureza e buscaria sua integralidade. O conhecimento e o acesso a ele são um dos pilares da Educação Holística, assim, como o AFETO que pode SER A SOLUÇÂO para alguns problemas na área educacional, como em qualquer outra área. Portanto, a PEDAGOGIA DO AMOR é fundamental para a criação e reconstrução de HOMENS E MULHERES QUE queiram e possam MUDAR O MUNDO para o Bem do Mundo, não apenas voltados aos seus meios individuais e egoístas, essa pedagogia do AFETO, de acolhimento é essencial para qualquer projeto em qualquer segmento da existência. Todo indivíduo tem direito e deveria ter a possibilidade de obter os benefícios da Educação Holística. A Política Pública deveria representar o caminho do SOL, ser O SOL DEPOIS DA CHUVA, pois ela recebe o Poder de realizar, construir, cuidar e transformar. Os dirigentes diretos que deveriam nos representar possuem muitos poderes para fazer acontecer as verdadeiras e efetivas mudanças em qualquer segmento, seja ele social, econômico, ambiental, etc. É necessário educar os profissionais e as famílias para que eles aprendam a EDUCAR. Para que possam desvelar-se dos engodos que os mantiveram sob o controle de resistências por décadas. Resgatar valores que são essenciais à vida, como o autorrespeito, a auto responsabilidade, imprimir conceitos que promovam e propaguem o desenvolvimento e o crescimento, incutir no indivíduo desejos de buscas interiores e exteriores e levá-los à conquista de seus potenciais de criação, empreendimento, construção e realização plenos, integrando-nos à nossa criança interna, à ESSÊNCIA DO SER. Apenas com verdadeiro interesse, muita vontade, porque precisa de esforço, dedicação, auto sacrifício, compromisso leal, muita coragem, propósito (ao qual eu chamo dharma), apenas com esses e outros positivos elementos, será possível continuar SEMEANDO ESPERANÇA e caminhando para o desenvolvimento e construção da ESCOLA DOS NOSSOS SONHOS, da vida dos nossos sonhos.. Mãos na Massa, muito trabalho, muito servir, deveria ser este um dos lemas de sua jornada nesse momento, com esse encargo de secretário municipal da educação, deveria ser o lema de todos os colaboradores que formam as redes e também o lema de todas as famílias. Sobretudo é necessária ÉTICA DOS GOVERNANTES E DOS GOVERNADOS para se criar um ambiente de vida saudável, de EQUILÍBRIO E IGUALDADE. Penso e acredito que tudo isso é possível e viável, porque dispomos de todos os recursos necessários para começarmos a fazer as transformações e, se ainda cremos, por hora, não tê-los, digo-lhes: MÃOS NA MASSA, MUITO TRABALHO, MUITO SERVIR para então, criarmos esses recursos, viabilidades e possibilidades. Assim Seja! Sou Grata! Andrea Muzelli. São Paulo, 03 de março de 2015.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

QUADRO DE REFERÊNCIA - OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS - 2015

O planejamento semanal elaborado pelas professoras é inspirado no quadro de referência da EMEI Guia Lopes. O detalhamento de objetivos gerais e específicos imprime, na prática pedagógica,  as concepções de Educação Infantil que estão sendo construídas durante os últimos onze anos.









domingo, 22 de fevereiro de 2015

PLANEJAMENTO SEMANAL - MODELO - 2015


ORIENTAÇÕES – PLANEJAMENTO SEMANAL

Modelo de Semanário para o 1º  e 2º turnos.
Data:

Dia da Semana:
Observações
TERRITÓRIO DA APRENDIZAGEM:
Registrar o espaço da sua linha de tempo
OBJETIVO GERAL

Consultar o quadro de referência para preencher este campo. (Proposta Pedagógica – página 80 - Coluna da esquerda).
OBJETIVO ESPECÍFICO

Consultar o quadro de referência para preencher este campo (Proposta Pedagógica – página 80 – coluna da direita)
RECURSOS MATERIAIS:
O que será utilizado (preencher planilha de requisição de material, caso seja necessário)
PROVOCAÇAO:
Qual a grande pergunta que você fará a suas crianças que será capaz de desencadear as ações futuras? O que você trará para o grupo que tenha o poder de mobilizar as atenções?
INTERVENÇÕES:
Quais serão as intervenções que você fará durante a atividade. Antecipe as suas questões ou ações que desafiarão as crianças a pensar e buscar respostas sobre o que esta em pauta e registre as falas infantis.
DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA
Registre, detalhadamente a sua proposta de trabalho (como acontecerá a atividade que você esta planejando – passo a passo)
AVALIAÇÃO DA PROPOSTA
Você atingiu o seu objetivo específico? Sim ou Não e por quê?  Que fará a partir desta constatação.

Modelo de Semanário para o Turno Intermediário.

Data:

Dia da Semana
Turma da manhã:
Turma da Tarde:
Observações
TERRITÓRIO DA APRENDIZAGEM:
Registrar o espaço da sua linha de tempo
OBJETIVO GERAL

Consultar o quadro de referência para preencher este campo. (Proposta Pedagógica – página 80 - Coluna da esquerda).
OBJETIVO ESPECÍFICO

Consultar o quadro de referência para preencher este campo (Proposta Pedagógica – página 80 – coluna da direita)
RECURSOS MATERIAIS:
O que será utilizado (preencher planilha de requisição de material, caso seja necessário)
PROVOCAÇAO:
Qual a grande pergunta que você fará a suas crianças que será capaz de desencadear as ações futuras? O que você trará para o grupo que tenha o poder de mobilizar as atenções?
INTERVENÇÕES:
Quais serão as intervenções que você fará durante a atividade. Antecipe as suas questões ou ações que desafiarão as crianças a pensar e buscar respostas sobre o que esta em pauta e registre as falas infantis.
DESENVOLVIMENTO DA EXPERIÊNCIA
Registre, detalhadamente a sua proposta de trabalho (como acontecerá a atividade que você esta planejando – passo a passo)
AVALIAÇÃO DA PROPOSTA
Você atingiu o seu objetivo específico? Sim ou Não e por quê?  Que fará a partir desta constatação.

TEMPOS E ESPAÇOS NA EMEI GUIA LOPES - 2015

OS ESPAÇOS E TEMPOS DA EMEI GUIA LOPES
 E A APRENDIZAGEM INFANTIL

ADULTOS E CRIANÇAS CONSTRUINDO UM AMBIENTE EDUCADOR
 Nosso objetivo é que as crianças percebam as consequências de seus atos. A construção das normas de convivência será trabalhada de forma significativa, através dos projetos permanentes de nossa escola. No entanto, precisamos compartilhar alguns objetivos que devem ser únicos para todos os profissionais que atuam direta ou indiretamente com nossas crianças.

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM: BANHEIROS

Trabalhar os princípios da sustentabilidade não significa, apenas, assumirmos atitudes positivas em relação ao meio ambiente. Nós fazemos parte dele e os bons hábitos de higiene corporal e ambiental devem ser cultivados e trabalhados durante todo o ano e diariamente. Trata-se de mais inteligência a ser desenvolvida pela criança. Não basta discursarmos sobre a economia da água, é preciso economizar. Não basta ordenar que acionem a descarga se as crianças desconhecem a importância de tal atitude. Portanto, a ida ao banheiro na EMEI Guia Lopes é mais um dos momentos em que temos expectativas de aprendizagens para nossas crianças e definimos alguns deveres aos educadores que participam desta rotina.
Cabe-nos lembrar que a correria do dia a dia provocou nas famílias a urgência de que algumas atividades da criança seja feita em um tempo reduzido de tempo. Comumente, esta urgência levou às famílias a “fazer pela criança”. A EMEI Guia Lopes compreende que não há uma divisão do que cabe à família e à escola e esta concepção esta clara quando definimos em nossa proposta o cuidar e educar como sendo indissociáveis.
É DEVER DO PROFESSOR: 
- observar, registrar e promover ações afirmativas sobre: racismo, preconceito  e discriminação, incluindo em seu trabalho as questões da igualdade de gênero.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- Fazer cumprir  os combinados  durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia), avaliando a organização do espaço antes de se retirar com suas crianças.
- acompanhar presencialmente seus alunos nos momentos de higiene.
  - formar uma fila e orientar seus alunos quanto ao uso do banheiro.
- ensiná-los a utilizar o sabonete líquido
- picotar o papel toalha e distribuir aos seus alunos
- ensinar o porquê das torneiras serem temporizadas
- ensinar seus alunos a utilizar o cesto de lixo e não o vaso sanitário para depositar o papel higiênico
- ensinar os motivos pelos quais os alunos devem fechar as portas dos banheiros ao utilizá-lo.
- compreender que ações simples de higiene são exercícios de cidadania;
- assimilar que todos os tempos e espaços da escola devem ser considerados propícios para ações educativas.
- registrar as vivências infantis.
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM: RESTAURANTE

Há tempos que avaliamos os momentos das refeições como inapropriados e carentes de dignidade para nossas crianças. Em 2007 fizemos a inauguração do restaurante para transformar um momento de profunda agitação, em um ambiente organizado, limpo e propício para  aprendizagem. Retiramos as mesas retangulares e as trocamos por outro mobiliário que possibilitasse a formação de pequenos grupos. Investimos na compra de pratos, bandejas e talheres. Hoje, decorridos alguns anos e a impossibilidade financeira de repormos os itens inicialmente utilizados, optamos por compor um ambiente baseado nas falas infantis que é inaugurado a cada ano letivo, através da realização de assembleias infantis, que definem o que é necessário para transformar o galpão em um restaurante.
Após a realização e a definição dos itens necessários definidos pelas crianças, a escola adquire o material e marcamos uma data para que a transformação aconteça, tendo nossos alunos como protagonistas. 
É DEVER DO PROFESSOR: 
- observar, registrar e promover ações afirmativas sobre: racismo, preconceito  e discriminação, incluindo-se no trabalho a questão da igualdade de gênero.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- Fazer cumprir os combinados durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia), avaliando a organização do espaço antes de se retirar com suas crianças.
- manter um ambiente tranquilo
- manter o ambiente limpo, designando quatro ajudantes por dia que ficarão responsáveis por varrer o excesso de alimentos no chão e limpar as mesas após as refeições.
- estar presente e atento para registrar falas, atitudes, preferências e rejeições aos alimentos dos alunos,
- promover a experimentação de todos os itens do cardápio,
 - ensinar os alunos a utilizar corretamente o garfo, a faca, a caneca e os demais utensílios,
- utilizar a música como elemento que favoreça a concentração infantil no ato de comer: mastigação, respiração, posicionamento, deglutição, - ensiná-los a depositar os resíduos nos lixos de coleta seletiva,
- supervisionar a limpeza dos utensílios usados e orientar sua organização nas bandejas e bacias.
- registrar as vivências infantis.
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica).

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM: PARQUE E ÁREAS EXTERNAS
O parque é o espaço diário da linha de tempo em que as crianças brincam livremente e iniciam a conquista de sua autonomia. Escolher onde e com quem quer brincar estimula o espírito de independência e coloca em suas mãos, o poder de decidir. Através das brincadeiras e brinquedos, a criança se expressa, interage com crianças de diferentes grupos e idades, aprende a lidar com o mundo que a cerca quando respeita as normas de convivência e aprende a negociar soluções para os conflitos. Ao recriar situações cotidianas compreende, a seu modo, os fazeres do universo adulto e cria uma cultura própria de sua infância. 
Durante as brincadeiras livres, o professor observa, registra, interage e intervém em diferentes momentos. É possível avaliar os avanços da criança em diferentes aspectos, entre eles: o processo de socialização e a ampliação do seu círculo de amizades, a desenvoltura corporal ao vencer desafios como pular, subir, correr e ainda conhecer suas emoções e sentimentos.
É DEVER DO PROFESSOR:
- observar, registrar e promover ações afirmativas sobre: racismo, preconceito  e discriminação, incluindo-se no trabalho a questão da igualdade de gênero.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- Fazer cumprir  os combinados  durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia), avaliando a organização do espaço antes de se retirar com suas crianças.
- manter suas crianças sob seus cuidados, única e exclusivamente na área do parque ( área com areia);
- posicionar-se em locais estratégicos do parque para garantir a segurança das crianças, bem como o acompanhamento de suas interações;
- cuidar do material disponível para as brincadeiras nos taques de areia, deixando-o organizado para a próxima turma;
- mediante suas observações, introduzir elementos e criar novas formas de brincar no mesmo espaço;
- utilizar o crachá para controlar os alunos que pedem para ir ao banheiro e o seu breve retorno ao parque
- orientar suas crianças para que entrem e saiam do parque pela entrada, evitando pisar nos canteiros ou pular as muretas.
- portar o seu caderno de observação para registrar as vivências infantis no que se refere às relações de gênero e raciais
- mediar as relações interpessoais nos momentos de brincadeira livre
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM: SALA DE REGISTRO
O que comumente é chamado de sala de aula, em nossa escola, recebeu a denominação de sala de registro, porque entendemos que nossas crianças aprendem e nos ensinam durante toda a rotina escolar e em seus diversos espaços.  Este momento é reservado para que sejam elaborados diferentes registros das experiências vividas, através de provocações e
atividades que despertem o interesse pela escrita, leitura e o aperfeiçoamento da oralidade. Devemos compreender que o espaço destinado à sala de registro deve contemplar atividades que exijam das crianças alguns aspectos importantes para o seu desenvolvimento, tais como: concentração, atenção, envolvimento e participação. Portanto as atividades livres não devem acontecer neste espaço. Os cantos diversificados de atividades devem observar, rigorosamente os aspectos relacionados acima. É interessante lembrar que a linha de tempo e espaços prevê momentos de atividades livres e dirigidas e a sala de registro é classificada nesta última categoria.
A EMEI Guia Lopes entende que a brincadeira livre das crianças é contemplada, diariamente nos momento de parque e, semanalmente com a utilização da brinquedoteca, além de momentos criados pelos professores em outras áreas da escola.
Atividades de registro são entendidas como aquelas que exijam registro da criança e/ou do professor e englobam: registro fotográfico, rotina diária, jogos (ludoteca), rodas de conversa, escrita, dinâmicas do projeto “senta que lá vem história”, atividades relacionadas ao projeto coletivo e projeto didático do grupo, matemática e resolução de problemas, produção de material coletivo, criação de textos coletivos, artes, entre outras. Ressaltamos que, além da concentração ser necessária, é igualmente importante a presença da fantasia, do encantamento e afetividade em todas as propostas didáticas.  Fazem parte da documentação pedagógica três registros obrigatórios, a saber: portfólio de sondagem, o portfólio individual e o diário de projeto cujos objetivos são distintos.]
É DEVER DO PROFESSOR:
- observar, registrar e promover ações afirmativas sobre: racismo, preconceito  e discriminação, incluindo-se no trabalho a questão da igualdade de gênero.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- Fazer cumprir os combinados durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia), avaliando a organização do espaço antes de se retirar com suas crianças.
- diversificar os materiais oferecidos para o registro de experiências,
- organizar o mobiliário de diferentes maneiras considerando a proposta e a necessidade infantil de vivenciar diferentes formas de ver, ouvir e interagir com outras crianças,
- promover cantos de atividades diversificada, nos momentos de : avaliação, hipóteses de escrita, ludoteca, diário de projeto, registro e |ou adaptação de crianças matriculadas ao longo do ano.
- confecção de portfólio individual adequado ás crianças com matrículas suplementares,
- manter os armários coletivos / turnos organizados e limpos
- estabelecer uma rotina em que as crianças participem da organização dos materiais dos armários,
- zelar pelos bens públicos que sejam disponibilizados para seu uso
- executar as atividades previstas no semanário, conferindo-lhes ludicidade e significado.
- avaliar as propostas planejadas,
,- conservar a limpeza do ambiente em parceria com suas crianças,
- estar disponível às crianças, evitando atividades consideradas como estranhas ao trabalho docente,
- controlar as saídas e retornos de suas crianças à sala de registro, criando estratégias de controle para esta situação.
- registrar as vivências infantis.
- confeccionar placas com os nomes das crianças em letra bastão,
- confeccionar quadro em que seja registrada a rotina do dia
-confeccionar alfabeto (em letra bastão) e números (0 a 10)  para exposição permanente na sala de registro.
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projeto  e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM - SALA DE LEITURA

A EMEI Guia Lopes criou um ambiente em que livros de diferentes gêneros ficam à disposição das crianças com o objetivo de incentivar o gosto pela leitura, o desenvolvimento da linguagem verbal (oral e escrita), estimular a imaginação. As ações permanentes do espaço preveem a realização duas dinâmicas, do Projeto “Senta que Lá Vem História”, são elas:
Leitura compartilhada: Em roda, crianças e professores realizam a leitura do mesmo livro de história, com o objetivo de estimular a aquisição de comportamentos leitores, oportunizando a exploração e a verbalização das imagens e símbolos contidos no livro.
O Dono da História: São levados para a sala diversos livros relacionados ao projeto e escolhidos três alunos para serem os “donos da história”. Através da leitura de imagens (ilustrações), essas crianças constroem narrativas livres que são transcritas fielmente pelo Professor, compondo o que chamamos de “texto coletivo”. Esta dinâmica favorece a ampliação do repertório de letras e auxilia nossas crianças a compreender o sistema de escrita que utilizamos. Estas aquisições são importantes para o seu processo de letramento e alfabetização.
É DEVER DO PROFESSOR:
- observar, registrar e promover ações afirmativas sobre: racismo, preconceito  e discriminação, incluindo-se no trabalho a questão da igualdade de gênero.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- Fazer cumprir  os combinados  durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia), avaliando a organização do espaço antes de se retirar com suas crianças.
- ler para as crianças histórias de diferentes culturas que ajudem as crianças a reconhecer e combater qualquer atitude preconceituosa, de racismo ou discriminação, incluindo-se a questão de gênero.
- produzir textos coletivos resultantes das dinâmicas aplicadas.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- compartilhar com suas crianças os critérios de organização dos livros;
- manter um ambiente tranquilo e propício à aquisição de comportamentos leitores;
- não retirar nenhum material da sala de leitura sem a prévia autorização da gestão;
- comunicar à gestão quando constatar a existência de livros danificados
- registrar as vivências infantis.
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica).

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM: BRINQUEDOTECA

Considerando que o brincar é um fenômeno cultural e não uma característica inata do comportamento humano, nossas crianças têm o direito de aprender como fazê-lo. Desta forma a interação, observação, interferência e o registro dos educadores durante estes momentos são ações formadoras de crianças saudáveis.
A brinquedoteca é um espaço criado para que as crianças brinquem livremente e tenham acesso a brinquedos estruturados e não estruturados. Ao mesmo tempo é um observatório para o professor que, ao registrar a interação entre crianças e a forma com que utilizam e compartilham os materiais disponíveis, é capaz de conhecer a história de vida de cada uma delas. Neste espaço, aprendemos a brincar. É isto mesmo! Nenhuma criança nasce sabendo e esta é uma atividade que aprendemos de acordo com os valores da sociedade em que vivemos. Portanto, se vivemos em uma sociedade excludente e repleta de preconceitos e estereótipos, é através da brincadeira que as crianças os reproduzem e cabe à escola, desconstruí-los.
Em suas áreas externa e interna, montamos cenários e disponibilizamos materiais que possibilitam o “faz de conta”, e instigam nossas crianças a fantasiar e dramatizar situações da vida real, conferindo significado as suas vivências.
Além das intenções já descritas, trabalhamos a noção do seja coletivo e individual como princípios básicos das relações sociais e de um mundo menos consumista e sustentável.
É DEVER DO PROFESSOR
- observar, registrar e promover ações afirmativas sobre: racismo, preconceito  e discriminação, incluindo-se no trabalho a questão da igualdade de gênero.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- Fazer cumprir  os combinados  durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia), avaliando a organização do espaço antes de se retirar com suas crianças.- aproveitar as oportunidades para interagir com suas crianças;
- registrar falas e comportamentos de suas crianças que embasem os relatórios individuais;
- orientar as crianças sobre várias formas de brincar, criando ou sugerindo novas opções;
- oferecer a possibilidade de inversão de papéis nas diferentes brincadeiras, tendo como foco a igualdade de gênero
- estimular as crianças a assumir personagens na brincadeira do faz de conta,
- cuidar para que os combinados sejam mantidos durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia).
- promover a consciência do que seja material coletivo e individual e suas consequências;
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM: ESPAÇO DE ARTES
Em espaço aberto e arborizado, criamos um ambiente destinado às vivências artísticas de nossas crianças.
 Nesse espaço, oportunizamos a utilização de diferentes linguagens artísticas como forma de comunicação e expressão, potencializando a sensibilidade, a imaginação e a criatividade de nossas crianças. Temos como objetivo que a criança reconheça as diferentes linguagens artísticas como  possibilidade de registro de suas ideias, sensações e emoções. Além disso, a valorização das produções infantis é fundamental para a elevação de sua autoestima.
Nosso objetivo principal é deixa-las à vontade para criar, experimentar, fazer e refazer. É no espaço de Artes que aprendemos a trabalhar individual ou coletivamente, a compartilhar nossos saberes e materiais. É, portanto um espaço de convivência em que iniciamos o processo de avaliação da produção do outro e o fazemos em relação a nossa própria produção. Um espaço verdadeiramente democrático.
É DEVER DO PROFESSOR
- conhecer a diversidade de material existente na escola
- disponibilizar diferentes materiais para as crianças,
- respeitar a estética infantil nos momentos de criação
- promover a interação entre diferentes grupos de criança
- diversificar as propostas de trabalho considerando o foco do projeto didático
- ampliar o repertório das crianças em relação à: música, dança, pintura, escultura, dramatização, desenho,
- conhecer a forma como as crianças pensam, o que elas dizem, o que fazem, ao interagir  com as diferentes linguagens artísticas.
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)
Consultem o material Cadernos da Rede – formação de professores.

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM - COZINHA EXPERIMENTAL

Localizada no espaço externo da Escola, a cozinha tem como objetivo proporcionar a melhoria da qualidade de vida das crianças, através de uma alimentação saudável, estimulando a ressignificação dos momentos das refeições, assim como o trabalho coletivo, a criação, a organização, a escuta e a oralidade.
Consideramos a culinária uma forma de arte e como tal desenvolve inúmeras habilidades e competências. Nestes momentos as crianças, a partir de um ingrediente da Horta ou de uma situação específica ligada ao projeto da sala, criam receitas, excutam todos os passos da culinária (picar, cortar, descascar, medir, misturar, modelar, decorar, temperar, entre outros), degustam e apreciam alimentos que muitas vezes rejeitavam ou desconheciam, emitem opinião sobre o sabor, a aparência, a consistência, o aroma e suas preferências, aprendem sobre as propriedades nutritivas dos alimentos e suas origens, bem como exploram e reconhecem a receita como um gênero textual.
Na Cozinha Experimental o espírito crítico da criança é aguçado e o trabalho em grupo é valorizado.
É DEVER DO PROFESSOR
- observar, registrar e promover ações afirmativas sobre: racismo, preconceito  e discriminação, incluindo-se no trabalho a questão da igualdade de gênero.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- Fazer cumprir  os combinados  durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia), avaliando a organização do espaço antes de se retirar com suas crianças.
- conhecer o projeto específico denominado “Cores e Sabores”;
- conhecer o material existente na escola para elaborar as receitas,
- responsabilizar-se pela manutenção da limpeza e conservação dos eletrodomésticos e do espaço físico, após o uso.
- organizar, antecipadamente, o material necessário para a realização da receita,
- ensinar procedimentos básicos de higiene para a manipulação de alimentos
- ensinar procedimentos básicos quanto ao manuseio das utilidades domésticas e eletrodomésticos.
- organizar as crianças em grupos de trabalho, conforme determina o projeto específico
- garantir a participação de todas as crianças na elaboração da receita,
- deixar que suas crianças protagonizem a criação de receitas e trabalhar com a elaboração de texto coletivo das mesmas,
- as receitas devem estimular hábitos saudáveis de alimentação (bolos e doces podem ser feitos desde que tenha relação direta com o projeto desenvolvido pelos professores dos turnos) Os professores do período intermediário deverão ficar atentos aos produtos da horta.
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM - LUDOTECA

Uma vez por semana, as crianças da EMEI GUIA LOPES têm um momento destinado à utilização de jogos de mesa ou tabuleiro. Durante a atividade de jogar e descobrir quem foi o vencedor da partida, a criança entra em contato com a função social da matemática, ou seja compreende a importância do registro numérico em uma situação real e que lhe da prazer.  O jogo propicia inúmeras experiências importantes que serão úteis para a vida das crianças, entre elas podemos citar algumas, tais como: a observância das regras para atingir um objetivo, saber compartilhar materiais e brinquedos, esperar sua vez para jogar, registrar suas experiências utilizando vários recursos, avançar na resolução de problemas matemáticos e, principalmente lidar com suas emoções quando ganha ou perde.
É DEVER DO PROFESSOR
- preparar o material que será utilizado com antecedência;
- zelar pela organização e manutenção dos jogos e materiais da escola,
- promover  possibilidades de exploração dos jogos que escolher em seu planejamento, antecipando algumas ocorrências,
- registrar o raciocínio das crianças durante as partidas,
- criar condições para que as crianças, em rodas de conversa exponham o que pensam, fazem e ouçam as soluções que os colegas acharam. 
- criar condições para que as crianças avaliem as soluções encontradas e escolham a mais apropriada
- criar jogos temáticos com seu grupo de crianças, frente aos projetos desenvolvidos.
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM - LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

É um espaço visitado pelas crianças, uma vez por semana, para desenvolver atividades planejadas pela Professora Orientadora de Informática Deise. Como os demais ambientes, ele foi idealizado para criar e promover habilidades e competências para as demais linguagens. Em duplas, as crianças exploram as possibilidades do computador como uma gostosa brincadeira. Entre as atividades planejadas estão os jogos em que a criança se apropria de elementos básicos do processo de criar e transformar imagens digitais, ampliando suas possibilidades de expressão e comunicação. Além das aulas dentro do laboratório de informática, o Projeto “Rádio Tem Gato Na Tuba” para as crianças do Infantil II é um grande sucesso, através da leitura de imagens captadas no computador, leem as notícias que criaram. Recursos tecnológicos como o microfone e a máquina fotográfica estão presentes em vários momentos da rotina escolar.  As ações desenvolvidas nas aulas de informática enriquecem o desenvolvimento dos projetos da Escola através de pesquisas, filmes e histórias virtuais, através de um ambiente colaborativo e prazeroso. O uso da linguagem midiática possibilita à criança explorar seu potencial criativo, ressaltando o seu papel enquanto aprendiz e produtora de conhecimento.
É DEVER DO PROFESSOR
 - cumprir com o cronograma de apresentações da Rádio Tem Gato Na Tuba
- Planejar atividades diversificadas que desenvolvam diferentes competências nas crianças de todas as faixas etárias
- Investir em ações que promovam a interação de diferentes grupos de crianças (Aluno Monitor, Repórter por um dia, Fotógrafo por um dia, Mestre de Cerimônia)
- acompanhar os projetos didáticos dos professores e desenvolver, no laboratório de informática, ações correlatas e que venham somar ao trabalho desenvolvido (entrevistas, registros fotográficos, registros de áudio, etc.)
- construir um Diário de projeto que divulgue o trabalho desenvolvido no Laboratório de Informática para as equipes da escola e comunidade escolar.
- fazer com que as crianças participem ativamente dos portfólios virtuais mantidos pela escola e produzir material para o Blog da EMEI Guia Lopes.
- capacitar os professores e auxiliares técnicos de educação para a utilização dos equipamentos de áudio e vídeo, uma vez que é de responsabilidade do professor agendar em planilha própria o uso dos mesmos e ao Auxiliar técnico fazer a montagem.
- produzir registro fotográfico para o seu portfólio virtual, diário de projeto e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)
TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM - HORTA
A EMEI Guia Lopes possui uma área verde privilegiada e a criação de uma horta era uma vontade de todos os profissionais da escola.
Inicialmente, o objetivo era diminuir o desperdício de alimentos que eram rejeitados pela maioria das crianças durante as refeições, em especial às hortaliças.
Com o tempo, foram sendo agregados valores e objetivos ao projeto inicial, tendo em vista à horta como estratégia pedagógica eficaz para se alcançar os objetivos que constituem o Projeto Político Pedagógico da EMEI Guia Lopes.
Em 2006 demos início a construção de uma horta comum feita diretamente no solo foi, então que surgiram pela primeira vez as nossas figuras de afeto. 
Em 2008, com a parceria firmada com um engenheiro agrônomo, construímos a Horta Suspensa, feita em telhas. Desde então os procedimentos relativos a sua manutenção e conservação foram incorporados como um projeto permanente da escola. 
É DEVER DO PROFESSOR
- observar, registrar e promover ações afirmativas sobre: racismo, preconceito  e discriminação, incluindo-se no trabalho a questão da igualdade de gênero.
- lembrar que a criança brinca no seu dia-a-dia, não apenas em momentos específicos, mas o tempo todo. O que exige considerar o caráter lúdico, de fantasia e de encantamento em todos os planos de trabalho do professor.
- Fazer cumprir  os combinados  durante todo ano e assumir o papel de juiz (fantasia), avaliando a organização do espaço antes de se retirar com suas crianças.
- conhecer a história da Horta Escolar e de suas figuras de afeto: o príncipe africano Azizi Abayomi, sua esposa Sofia e seus filhos Dayo e Henrique.
-       Resgatar a história de vida dos espantalhos criada pelas crianças no mês de fevereiro
-       Estabelecer vínculos com as figuras de afeto, transformando-os em protagonistas de todas as propostas de trabalho,
-        Participar regularmente do rodízio das visitas das figuras de afeto a sua classe|grupo e planejar propostas de trabalho para esses momentos.
-        Comprometer-se em aprender todos os procedimentos relativos à horta (preparação do solo, plantio, rega, colheita, etc.)
-         Visitar a horta diariamente, após o plantio, para rega das hortaliças plantadas, conforme rotina em linha de tempos e espaços.
- Zelar pela conservação dos espantalhos durante o ano, criando com seu grupo de crianças o senso de responsabilidade, cuidado e afetividade.
- Envolver as figuras de afeto em todos os eventos promovidos pela escola.
- produzir registro fotográfico para os portfólios individual, portfólio virtual, diários de projetos e ambiente educador (ver detalhes em documentação pedagógica)

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM - QUADRA
A linha do tempo e espaços organizada pela Gestão da EMEI Guia Lopes prevê, semanalmente, atividades a serem planejadas e desenvolvidas pelos Professores no espaço da quadra da Unidade Educacional, a saber: jogos competitivos, colaborativos, individuais ou coletivos, brincadeiras e jogos de exercício. Todas as atividades são dirigidas deixando a brincadeira livre para os momentos de parque e brinquedoteca.
Conhecer seu próprio corpo, participar de diferentes modos de brincar, representar são objetivos para que a criança tenha atitudes positivas e respeitosas, em relação a si e aos demais, aliadas ao prazer de se expressar através do movimento.
É DEVER DO PROFESSOR
- propor desafios corporais às crianças
- fazer cumprir as regras de cada jogo| brincadeira
- organizar espaço, materiais e o tempo para o desenvolvimento das propostas de trabalho,
- propor possibilidades de interação com diferentes parceiros
- possibilitar a autonomia infantil na resolução de problemas
- promover  atividades que levem ao auto-conhecimento e  à exploração do próprio corpo
- em seu plano de trabalho, apresentar os três momentos que envolvem as atividades físicas: alongamento, a atividade e o relaxamento.
-  valorizar as competências individuais das crianças.

TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM - MERCADO DE AZIZI
O Mercado de Tetelo fez parte da rotina de crianças até o ano de 2007. Volta em 2015 como o Mercado de Azizi por acreditarmos que as experiências possíveis envolvendo o trabalho com as embalagens e situações problema foram fundamentais para a conquista de várias competências e merece um novo investimento. Considerando o tempo dos professores do período intermediário com cada grupo|classe, definimos que este território será utilizado como facilitador do projeto de Sustentabilidade e Consumismo desenvolvido por estes profissionais. 
Além disso, trabalhar com material não estruturado, abre um leque infindável de oportunidades para a escrita e leitura.
A montagem do mercado será gradativa e contará com a participação efetiva das crianças e de nossas figuras de afeto. O passo a passo será definido através da linha de ações coletivas que será divulgada em breve aos professores do intermediário. 
É DEVER DO PROFESSOR
- Na primeira semana de aula enviar um bilhete às famílias solicitando embalagens vazias e limpas para a organização do mercado (solicitar bilhetes à coordenação pedagógica)
- Confeccionar, com as crianças,  as cédulas que serão utilizadas para as compras no mercado (solicitar cópias à Coordenação Pedagógica.
- Organizar o ambiente do Mercado destinando um espaço para: materiais de higiene pessoal, material de limpeza, bebidas, doces e salgados, alimentos e outros que acharem necessários.
- Colar as etiquetas de preço nas embalagens que as crianças trouxeram (as crianças deverão estipular os preços. Solicitar cópias para a Coordenação Pedagógica)
- Organizar os produtos nas respectivas prateleiras sempre que utilizar o mercado
- zelar para que os carrinhos sejam utilizados com cuidado por suas crianças.
- repor embalagens sempre que se certificar de que foram danificadas, sem se esquecer de colocar as etiquetas de preço novamente.