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sábado, 18 de julho de 2015

De EMEI Guia Lopes para EMEI Nelson Rolihlahla Mandela - Madiba

O Conselho de Escola e a Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal de Educação Infantil  “Guia Lopes” acredita ser fundamental para a consolidação do Projeto Político Pedagógico e às futuras gerações de alunos e famílias que vierem a ter seus filhos matriculados nesta Unidade Educacional, a alteração do nome da escola para O Conselho de Escola e a Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal de Educação Infantil  “Guia Lopes” acredita ser fundamental para a consolidação do Projeto Político Pedagógico e às futuras gerações de alunos e famílias que vierem a ter seus filhos matriculados nesta Unidade Educacional, a alteração do nome da escola para EMEI Nelson Rolihlahla Mandela - Madiba. Após discussão sobre o fato de que o atual patrono, José Francisco Lopes, herói do exército brasileiro na Guerra do Paraguai, já teve sua história preservada em sua cidade Natal e que o estudo de suas contribuições históricas não fazem parte do universo infantil, precisamos da aprovação do maior número de pessoas para obter êxito de nossas intenções. Por favor, que tal imprimir e nos ajudar a garantir que o nome e os ideais do líder mundial Nelson Mandela façam parte da experiência escolar dos futuros cidadãos do Bairro do Limão.
Em seguida, digitalize e envie o arquivo para o e-mail: aziziabayomi@hotmail.com.
Obrigada,
Equipe da EMEI Guia Lopes


NOME COMPLETO
NÚMERO R. G.




















































































terça-feira, 7 de julho de 2015

SÃO PAULO CARINHOSA - HARVARD - EMEI GUIA LOPES




Recebemos a visita de Eduardo, 19, e Jasmine, 21, que vieram de Harvard, Universidade situada em Massachussetts nos Estados Unidos, para aprender sobre gestão de políticas públicas para a primeira infância na Prefeitura de São Paulo. O intercâmbio se deu por meio do Centro pelo Desenvolvimento Infantil (Center on the Developing Child) da Universidade, pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, voltada para a primeira infância. O estágio será desenvolvido no âmbito da São Paulo Carinhosa, política de desenvolvimento integral da primeira infância com coordenação da Primeira-Dama, Ana Estela Haddad.


"Por fim, a EMEI Guia Lopes no bairro do Limão, foi o último local visitado da semana. Recebidos pela diretora, Cibele Araujo Racy Maria, os alunos de Harvard conversaram sobre o projeto educacional pedagógico que trata de temas como raça, etnia, sustentabilidade e combate ao consumismo. Segundo eles, a EMEI trata diretamente sobre temas importantes como esses enquanto outras escolas evitam os tópicos.
Além disso, a escola planeja mudar o nome para EMEI Nelson Mandela. Para Eduardo, “é interessante ver como o projeto pedagógico é colocado em prática no dia-a-dia. Ver esse projeto como ferramenta de valorização do professor e da coordenação, sendo criado de forma orgânica na escola, envolvendo todos os profissionais.” Segundo Jasmine, “essa instituição procura representar a diversidade racial do país e conversa com a comunidade. O processo de ter aulas para os pais, chamado de ‘escola dos pais’, é algo novo e inspirador.”



Leia a matéria completa em:
http://www.saopaulocarinhosa.prefeitura.sp.gov.br/index.php/sao-paulo-carinhosa-recebe-alunos-de-harvard-em-um-intercambio-de-experiencias-na-prefeitura/

ANCESTRALIDADE - FESTA - NO COLINHO DA VOVÓ E DO VOVÔ

Na EMEI Guia Lopes a festa de junho só faz sentido se estiver relacionada ao trabalho que estamos desenvolvendo com nossas crianças. Nesse sentido, a cada ano, um novo tema. A Festa nos mobiliza para a pesquisa sobre o que avaliamos ser necessário naquele momento das discussões e reflexões.
No primeiro semestre filosofamos com as crianças sobre as configurações familiares. Fizemos alguns questionamentos sobre quais as possibilidades de se formar uma família, . Descobrimos várias, mas a pergunta que mais nos inquietou foi aquela que nos fez pensar sobre as pessoas que pertenciam ou não as nossas famílias. Algumas crianças diziam que família "Era aquelas pessoas que mora com a gente" e outros que contestavam esta afirmação sem saber, inicialmente, que argumentos apresentar durante as conversas.
Até o dia em que as figuras do vovô e da vovó entraram na roda. Alguns relataram que seus avós tinham morrido e mais do que de pressa, perguntamos: Eles fazem parte da sua família, mesmo não morando junto com você?
Assim começamos a trabalhar com nossas crianças o que significa família e os sentimentos que ela nos possibilita viver.
Outras provocações foram lançadas e estamos preparando as experiências para o segundo semestre, através de todo o material produzido para a festa: "No Colinho da Vovó e do Vovô". Teremos muito o que pensar...
Neste turbilhão de emoções dividimos com vocês alguns trechos do nosso evento.

APRESENTAÇÃO COLETIVA: HOMENAGEM AOS AVÓS

Estamos conversando com nossas crianças sobre as configurações familiares e o porquê e como as famílias são formadas em nossa cultura. Constatamos, sem fazer juízo de valor, que as famílias são diferentes uma das outras, como tudo na vida. Não há um único jeito de vivê-la.
Uma das nossas conclusões, provisória de certo, é a de que as famílias surgem porque há amor.
E, dentre as figuras que personificam os laços afetivos desta reunião de pessoas, estão os avós. E é para eles que queremos fazer uma homenagem especial nos apropriando de um dos valores civilizatórios que herdamos da cultura africana: ANCESTRALIDADE.
Ancestralidade é nos rendermos à sabedoria de quem viveu mais tempo do que a gente.
Ancestralidade significa reconhecer que o que somos hoje é consequência do que já foi vivido por muitos.
É tudo aquilo que faz parte da nossa memória e que passa a ter significado na medida em que vivemos.
Ancestralidade é a reverência à história, aos valores, aos saberes e fazeres acumulados pela humanidade.
Em África diz-se que quando uma pessoa mais velha morre é o mesmo que colocar fogo em uma biblioteca. 
“A memória compõe nossa identidade. É por intermédio da memória que construímos nossa história. Ao construir a memória, construímos lembrança, que para existir precisa do outro e necessita ser compartilhada. Assim também é a obra de arte” (Franklin Esparth Pedroso).


Sabemos que os avós têm mudado o seu jeitinho de ser e estar no mundo durante o curso da história.
Foi-se o tempo em que a casa do vovô e vovó era um passeio no final de semana.
Ainda mais longe ficou o tempo em que a vovó e o vovô apareciam de surpresa carregando alguns mimos para seus netinhos.
Hoje, os avós estão presentes na educação diária de seus netos. Os avós, cada dia com mais energia, assumiram uma postura invejável de viver intensamente, de participar ativamente da vida familiar.
Pensamos em nossas vidas e perguntamos: O que seria da gente, sem eles¿
Tudo mudou e é bom que mude, mas há algo que permanece intacto no coração de vovós e vovôs:

É o carinho, é o amor sereno e a incorrigível mania de acreditar que seus netos são verdadeiros anjinhos.

Descobrimos durante as discussões que o papai tem vovô e vovós
Descobrimos que a mamãe tem vovô e tem vovó
Sabemos também que uma família é formada pelo amor, independentemente do sexo, da cor e da religião.
Concluímos que para fazer parte da nossa família as pessoas não precisam estar perto da gente.

Em homenagem às vovós e aos vovôs que já se foram, em respeito à história que construíram e ao amor que semearam em nossas vidas, dizemos: Foi bom e para sempre será. Mais, mais, mais, maravilhosamente AMAR.


Não poderíamos encerrar esta homenagem sem reconhecer a importância e que existem vários tipos de vovós e vovôs.
Há vovós que capricham no brilho e vão para a avenida sambar.
Há avós que viram feras quando o assunto é família.
Há vovós que rezam, algumas oram e outas pedem ajuda a seus orixás para proteger seus netinhos.
Há avós que defendem a natureza, há avós que adoram plantar e colher
Há avós tradicionais e outros moderninhos.
Há, na verdade, um vovô e uma vovó para cada tipo de netinho.

Vovôs, vovós, abuelas, abuelos, nono, nona, babanlá, yalá. Avós são avós, ainda bem!
A Ciranda dos Avós
https://www.facebook.com/emei.guialopes/videos/493580604134426/?l=3639800307832534636

domingo, 14 de junho de 2015

MENOS MILITAR, MAIS LIBERTÁRIO! NELSON MANDELA, TUDO A VER COM A NOSSA ESCOLA!



O Conselho de Escola e a Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal de Educação Infantil  “Guia Lopes” acredita ser fundamental para a consolidação do Projeto Político Pedagógico e às futuras gerações de alunos e famílias que vierem a ter seus filhos matriculados nesta Unidade Educacional, a alteração do nome da escola para EMEI Nelson Mandela.
Leia, na íntegra, a nossa justificativa para mais esse sonho.

Proposta para alteração de nome da EMEI Guia Lopes para EMEI Nelson Rolihlahla Mandela com a anuência da comunidade escolar.

                A EMEI Guia Lopes iniciou suas atividades no Bairro do Limão na década de 50 quando, à luz da concepção revolucionária de Mário de Andrade à frente do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo, foram criados os parques infantis que pretendiam garantir aos filhos de operários o direito a viver suas infâncias. Experiência pioneira na organização da educação infantil pública tinha como principal fundamento aproximar as crianças da diversidade étnica- brasileira, através da arte e dos jogos tradicionais infantis.
                José Francisco Lopes, o Guia Lopes, foi o herói do Exército Brasileiro na Guerra do Paraguai que guiou as tropas brasileiras durante a Retirada da Laguna. Sem desconsiderar sua importância histórica, sua memoria encontra-se preservada através do registro de seus feitos incorporados ao nome de um município localizado em Mato Grosso do Sul, Guia Lopes de Laguna. É também homenageado por um grupo de escotismo em São Paulo e Porto Alegre, Grupo Escoteiro Guia Lopes, por Escola Estadual de Ensino Médio Guia Lopes, localizada no Rio Grande do Sul, Rua Guia Lopes RS., e uma Estalagem Guia Lopes em Minas Gerais. 
                Localizada na Avenida Professor Celestino Bourroul, como Parque Infantil desde 1955 ou como Escola Municipal de Educação Infantil a partir de 1985, a EMEI Guia Lopes não conseguiu se constituir como referência educacional ou cultural aos munícipes do Bairro do Limão, durante seus longos anos de existência.
                Há onze anos, deu-se início a um projeto de resgate da imagem da escola junto aos moradores do bairro, atraindo a comunidade para conhecer a missão, a visão e os valores preconizados por seu Projeto Político Pedagógico. A promoção de eventos abertos à comunidade e a consolidação da parceria entre a escola e as famílias das crianças, foram responsáveis por um processo intenso de construção de novas concepções, levando-nos ao aperfeiçoamento das práticas pedagógicas no interior da unidade educacional e para além de seus muros.
                Para a EMEI Guia Lopes o marco histórico da conquista e do reconhecimento que a fez despontar no cenário educacional da Cidade de São Paulo, deve-se a iniciativa pioneira de incluir em seu currículo o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana, preconizado pela Lei 10.639|03.
                Revelar a dimensão e a significativa influência das raízes africanas na gênese da cultura brasileira teve como prerrogativa tornar visível a história de vida de nossas crianças e seus familiares, garantindo-lhes a igualdade de direitos e valorizando os aspectos identitários desta comunidade que, até então, não tinham sido reconhecidos como fundamentais para os processos de ensino-aprendizagem e para a construção da identidade das crianças e adultos de dentro e de fora da escola.
                Em 2011, com o início do Projeto denominado “Azizi Abayomi, um príncipe africano” – Diversidade Biológica e Cultural - que garante, até hoje, a construção de uma educação infantil para e pela igualdade racial, recebemos como resposta a esta iniciativa a pichação em nossos muros, da frase “VAMOS CUIDAR DO FUTURO DAS NOSSAS CRIANÇAS BRANCAS”, acompanhada por símbolos nazistas. O fato repercutiu em todo o território nacional, dando visibilidade à escola e a necessidade de garantirmos o exercício pleno da cidadania desde a mais tenra idade.
                A mobilização da Secretaria Municipal de Educação, da Diretoria Regional de Educação Freguesia| Brasilândia, de vários segmentos da sociedade civil, crianças, famílias e profissionais da EMEI Guia Lopes nos possibilitou dar uma resposta assertiva à sociedade, quando realizamos a pintura artística dos muros para encobrir os sinais do racismo latente num país que até os dias atuais insiste no mito da democracia racial.
                Há cinco anos encontramos, nas falas de nossas crianças, a certeza de se tratar de um projeto que, em sua essência, traduz a qualidade social que a educação básica deve incorporar aos seus discursos e práticas.
                Em 2014, apresentamos a história de vida do líder negro Nelson Rolihlahla Mandela que, conduzido pela criatividade infantil, tornou-se avô do nosso Príncipe Africano Azizi Abayomi garantindo a continuidade de um cenário repleto de imaginação, fantasia e afetividade que permeiam nossa realidade pedagógica. Hoje, “Vovô Madiba”, como é chamado por nossas crianças, esta presente em todas as rodas de conversa que tratam da temática como símbolo de luta por uma sociedade mais justa e igualitária.
                Desde o início, o apoio das famílias, dos órgãos municipais e da sociedade civil ao projeto foi decisivo, ajudando-nos a dar visibilidade à premente necessidade de promovermos uma educação infantil que combata o racismo, o preconceito e qualquer tipo de discriminação, bem como tornou público os resultados desta prática pedagógica. A elevação da autoestima e o empoderamento da comunidade escolar nas tomadas de decisão edificaram os alicerces de uma gestão democrática, cujos caminhos não admitem retrocesso.
                Atualmente a EMEI Guia Lopes é procurada por famílias que, conhecem e reconhecem no Projeto Político Pedagógico da unidade, um poderoso instrumento de mudança social. Professores que querem contribuir e fazer parte da nossa história e estão em busca da construção de uma educação libertadora, crítica e construtiva também chegam à escola, através dos concursos de remoção promovidos pela Secretaria Municipal de Educação.
                A EMEI Guia Lopes, nos últimos anos, recebeu inúmeros prêmios pela consistência de sua proposta pedagógica, entre eles, encontram-se: Salva de Prata concedida pela Câmara Municipal de São Paulo pelos relevantes serviços prestados à comunidade, 6º Prêmio Educar para a Igualdade Racial promovido pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade (CEERT), 1º Prêmio Municipal de Educação em Direitos Humanos, além de conter um acervo considerável de reportagens e matérias que transformaram o espaço educativo da escola em objeto de estudo dos cursos de Pedagogia, Mestrado e Doutorado em diversas Faculdades Públicas e Privadas da Cidade de São Paulo. Foi parceira do Instituto Avisa Lá, na elaboração do documento “Educação Infantil e práticas promotoras da igualdade racial”, incluído na bibliografia dos concursos públicos promovidos pela Secretaria Municipal de Educação.
                Este ano, a necessidade de uma reforma geral da escola, colocará em risco nossa própria identidade, através da demolição dos muros que registram a história que esta sendo construída e que se tornou símbolo da nossa luta contra a intolerância e o desrespeito à diversidade humana, luta esta personificada pela vida e obra do líder mundial, Nelson Rolihlahla Mandela.
                Para garantir a continuidade de um trabalho exitoso no que se refere à educação das  relações étnico raciais no Município de São Paulo e para que as marcas de nossa história não sejam diluídas pelo tempo, o Conselho de Escola e a Associação de Pai e Mestres da Emei Guia Lopes, propõe a alteração da denominação de nossa escola para EMEI Nelson Rolihlahla Mandela – Madiba.
                Tal solicitação justifica-se pelo fato de que a denominação ora proposta visa tornar permanente e atemporal, o estudo das relações humanas no contexto escolar e o reconhecimento da identidade das crianças e famílias que usufruem deste espaço educacional, através do estudo e da memória a ser preservada daquele que representa, em toda a sua complexidade e grandeza, a luta contra a segregação racial.
                Trata-se, portanto de manter vivo o desafio de eliminar as injustiças sociais através de uma célebre frase daquele que nos parece ser o único patrono capaz de representar nossos ideais: “A Educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.
                Nelson Rolihlahla Mandela, advogado e Presidente da África do Sul, conhecido líder mundial que lutou contra o sistema de governo denominado apartheid (vida separada) que pregava a segregação racial em um país de maioria negra, autor de um manifesto negro contra as injustiças sociais, conhecido como a Carta da Liberdade, reconhecido pela Anistia Internacional por uma vida dedicada à proteção e promoção dos direitos humanos,  merecedor do prêmio Nobel da Paz por sua luta pela igualdade racial. Conduziu seu povo a viver uma transição entre o antigo regime de exclusão e uma democracia multirracial. Fundou, em 2007 o grupo The Elders que reúne líderes mundiais com o objetivo de discutir e trabalhar pela paz e os direitos humanos ao redor do mundo.
                Desta forma, evidenciamos aspectos que justificam nossa escolha que vão além da denominação proposta, posto que a biografia de Nelson Mandela ensejou e ensejará estudos e nos auxiliará a construir  e manter viva a nossa própria identidade,  sedimentando este espaço escolar como um território de referência educacional no trabalho com as relações étnico raciais, conforme fundamentos registrados em nosso Projeto Político Pedagógico.
                Nossa solicitação encontra amparo legal, nos temos do Artigo 14, incisos I e II, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n.º 9343|1996 que prevê as normas de garantia de uma gestão democrática do ensino com a participação da comunidade escolar e local, através do Conselho de Escola, consideradas suas peculiaridades, e “caput” do Artigo 15 da mesma Lei que assegura a progressiva autonomia pedagógica e administrativa às Escolas.
                E, ainda nos termos do Artigo 7, parágrafo único, da Lei 14.454|2007 que  dispõe sobre a denominação e a alteração da denominação de vias, logradouros e próprios municipais e matérias correlatas que determina as condições para homenagens à figuras públicas, exigindo que a personalidade escolhida tenham prestado importantes serviços à Humanidade, à Pátria, à Sociedade ou à Comunidade e, neste caso, que possua vínculos com o logradouro, com a repartição ou o serviço nele instalado ou com a população circunvizinha.
                A Lei n.º 15975/2014, acresce, ao Artigo 8 da Lei n.º 14.545|2007, a obrigatoriedade de anuência absoluta dos membros do Conselho de Escola da respectiva unidade escolar para o propositura de alteração da denominação de estabelecimentos oficiais de ensino público municipal, bem como nos termos do  inciso II do mesmo artigo, que possibilita homenagear personalidade que, não tendo sido educador, tenha uma biografia exemplar no sentido de estimular os educandos para o estudo.
                O Regimento Educacional da EMEI Guia Lopes , em seu Artigo 2, define-a como sendo uma escola gratuita, laica, direito da população e dever do poder público e estará a serviço das necessidades e características de desenvolvimento e aprendizagem dos educandos, isenta de quaisquer formas de preconceitos e discriminações de sexo, raça, cor, situação socioeconômica, credo religioso e político, dentre outras.
         Ainda, no Capítulo III que versa sobre o Conselho de Escola, em seu Artigo 30, classifica-o como um colegiado de natureza consultiva e deliberativa como forma de garantir a construção da autonomia pedagógica, administrativa e financeira da escola.
         Certos da relevância de nossa proposta, uma vez que se fundamenta nos princípios de uma Pátria Educadora, submetemos à apreciação de V. Sa. esta que seria uma conquista significativa para a nossa comunidade e para a futuras gerações da cidade de São Paulo.

 “Nesta Rua Lopes Chaves
Envelheço, e envergonhado
Nem sei quem foi Lopes Chaves.”
(Mario de Andrade  - “Lira Paulistana”, 
Paulicéia Desvairada).



segunda-feira, 8 de junho de 2015

O Mito - O que pode e o que não pode na Educação Infantil

A cada dia somam-se novas exigências aos profissionais que atuam na Educação Infantil posto que é impossível conviver no ambiente escolar com crianças de quatro e cinco anos, sem lhes reconhecer as competências e analisar, à luz as pedagogias de Paulo Freire, de que forma a infância esta sendo vivida, o que povoa o universo infantil no século XXI e como promover a transformação das relações e estruturas de poder no contexto escolar.  Não é tarefa simples mobilizar gestores, coordenadores pedagógicos e professores para abrirem mão de seus pretensos poderes nas relações unilaterais tão bem estabelecidas nas práticas pedagógicas e administrativas das escolas. Ao falar sobre o processo de conscientização, tal como Freire o compreendia, significa reconhecer a necessidade de darmos  voz àqueles dos quais exigimos o silêncio e, em contrapartida, exercitar a escuta atenta daqueles que foram levados a pensar que é possível ensinar sem aprender ou que reduzem a importância de seu papel social quando, em seus discursos, ainda persiste a ideia de que nasceram para “dar aula”. Considerando que nossas crianças têm acesso a uma quantidade significativa de informações e que na mesma medida os adultos têm cada vez menos tempo para conversar sobre esta sobrecarga de realidade, muitas vezes imposta de forma distorcida, surge ou deveria surgir uma nova escola, como um  ambiente laico, reflexivo, libertador e transformador que a infância tem como direito garantido por lei. Assim como Freire, acredito que a escola e seus atores devam se apropriar do mundo em que vivem, assumindo o compromisso histórico de transformar a realidade e não terceirizar sua responsabilidade em formar cidadãos conscientes, críticos e atuantes. Hoje, a exigida qualidade social da Educação nos obriga a revisitar a obra de Paulo Freire com mais regularidade.
Para dar respostas as mais diversas e complexas demandas, definimos com um dos pilares do Projeto Político Pedagógico da EME Guia Lopes o protagonismo infantil,  considerando-o como condição mister para o trabalho com projetos na infância. A concepção de educação, de criança e da própria docência é, em si, inovadora porque pouco vivida nos meios educacionais. Digo isso porque é impossível falar sobre a importância do processo de conscientização  das crianças da educação infantil, sem considerarmos os efeitos que a desconstrução de uma educação autoritária e repressora gera no corpo docente quando é convidado a alçar voos cada vez mais ousados.  Uma escola que não garante o protagonismo docente, dificilmente formará cidadãos reflexivos e atuantes. Trata-se, portanto de três níveis de formação, distintos, mas indissociáveis: criança, família e escola.
Desconsiderar que crianças de quatro e cinco anos estão expostas ao mundo antes mesmo de nascer e constroem impressões complexas sobre a realidade em que vivem me parece ser uma grave omissão e um grande equívoco das práticas pedagógicas reproduzidas pela educação básica brasileira.
Um sistema educacional que determina quando, o quê e com quem devemos aprender, sedimenta ainda mais a ideia de que existem dois mundos, duas realidades: uma apropriada para a infância e outra exclusiva para o universo adulto. Nesse sentido é fundamental que a escola se constitua  em um terreno fértil para que todos compartilhem suas opiniões, desejos e necessidades e construam, coletivamente,  novos saberes sobre si e sobre o outro. Para além do discurso, é importante exemplificar como vivemos o protagonismo infantil na rotina escolar da EMEI Guia Lopes por meio do projeto que propõe a discussão sobre a diversidade humana. É comum os profissionais de nossa escola serem questionados sobre a conveniência de filosofarmos com nossas crianças sobre racismo, preconceito e  discriminação. A dúvida mais frequentemente é a suposição de que seria cedo demais para tratarmos dessas e de outras questões com crianças tão pequenas. Este incômodo, revestido de preocupação, vem seguido de uma argumentação também muito comum que determina a idade de seis anos como propícia para este tipo de discussão. Não coincidentemente, o que deve ou não deve compor o universo infantil corresponde ao rito de passagem entre a pré-escola (pré-vida) e o ensino fundamental e num lapso de memória, esquecemos que há pouco tempo os educandos de seis anos eram considerados crianças e permaneciam nas escolas de educação infantil. Esta compreensão de mundo justifica a ideia de que o racismo surge, magicamente,  aos sete anos. É como se a percepção das injustiças sociais só fosse possível aos oito, como se a leitura de mundo  fosse iniciada aos nove, quando se pretende que as crianças das escolas públicas estejam alfabetizadas.  É a mesma visão que acredita que a sexualidade infantil deva ser discutida, apenas, entre os adultos. Paulo Freire já anunciava sobre a importância da “desmitologização” da educação que insiste em compartimentar o ser humano e, consequentemente fragmentar a construção do conhecimento. Poucos sabem que discussões dessa natureza surgem das próprias crianças da educação infantil, quando o professor assume sua própria incompletude e se transforma em um mediador aprendiz nas questões relacionadas à realidade que compartilhamos e à vida que todos vivemos.
A autonomia, a liberdade e o exercício pleno da cidadania são conquistas que a nova escola precisa perseguir como ideal de formação para toda comunidade. A capacidade de pensar sobre os temas mais complexos e polêmicos da atualidade já faz parte da vida de nossas crianças, elas só precisam encontrar um educador que esteja disponível para ouvi-las. Este educador, por sua vez, deverá habitar uma escola que promova uma educação libertadora e humanizada.
Há um movimento desejável e extremamente rico quando tratamos da relação entre a escola e a família. É quando a criança, afetada,  transformada e consciente, assume o papel de agente transformador e leva para casa as discussões que teve durante a rotina escolar. Imediatamente os pais procuram a escola para compreender os caminhos que percorremos com seus filhos. É nesse exato momento que se encerra um ciclo de construção e outro é imediatamente iniciado.

A Escola de Pais é um projeto que pretende atender aos anseios, inquietações e dúvidas das famílias sobre as propostas de trabalho  da escola e amplia a participação dos pais na vida escolar de seus filhos. Ao mesmo tempo em que provocamos algumas reflexões em nossos alunos, marcamos encontros com seus pais para divulgarmos e discutirmos os resultados de nossas intervenções através das falas infantis. Estes momentos de formação são repletos de afetividade e espanto. Os pais ficam perplexos ao descobrir que seus filhos são exímios observadores da realidade e capazes de conversar sobre assuntos que jamais foram foco de conversa no ambiente familiar. Independentemente do conhecimento que esta sendo construído, após a ampliação do repertório de nossas crianças e a discussão com suas famílias, entra no cenário escolar o que chamo de pedagogia consciente em que são somadas as mais diversas competências para, juntos, vislumbrarmos uma nova ordem que será novamente questionada e reformulada.
É preciso que se somem discursos, pedagogias e filosofias com o objetivo único de transformar a educação em um processo de conscientização sem rupturas.
Cibele Araujo Racy Maria
SP 08 de junho de 2015

ESCOLA DE PAIS

“A participação das famílias exige a partilha do poder e o poder exerce-se para que sejam tomadas as decisões nem sempre consensuais ou que, nem sempre, interessam por igual a todas as partes”.
Ramiro Marques


                Justificativa: Uma escola democrática se constrói com sucessivas tentativas de aproximação e a construção de vínculos afetivos entre a comunidade e os diversos atores escolares. Dá-se de forma gradativa e lenta posto que se  trata de um processo de sedução em que múltiplos interesses estão em jogo e encontrar pontos de intersecção não é tarefa fácil.
As resistências ficam ainda mais evidenciadas quando tratamos da educação de crianças de quatro e cinco anos. Ao mesmo tempo em que as famílias reconhecem a importância da inserção de seus filhos em grupos sociais mais amplos, a sensação de perda de seus filhos coloca-as numa posição de desconfiança e cobranças que as escolas não estão preparadas a assumir.
                A legislação nacional reconhece, a partir dos anos 90, a importância da família no contexto escolar e cria, para além da obrigatoriedade, mecanismos para uma participação mais efetiva e afetiva no desenvolvimento das crianças, missão de qualquer instituição educacional. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação ( Lei 9394|96), artigo 1º, 2º, 6º  e 12; o Estatuto da Criança e dos Adolescente (Lei 8069/90), nos artigos 4º e 55; o Plano Nacional de Educação e o Regimento Interno das Unidades Educacionais da Rede Pública de Ensino asseguram o direito e o dever das famílias de participar na construção do Projeto Político Pedagógico da escola que seus filhos frequentam.
                Aqui reside a responsabilidade das escolas públicas em reconhecer que, apesar das disposições legais, cabe a ela considerar a carga emocional que pesa sobre a família quando realiza o segundo parto de seus filhos, como costumo classificar.
                Esta segunda separação é envolta em sentimentos de incertezas e dúvidas, porque diferentemente dos primeiros meses de vida, em que a família tem controle absoluto sobre as necessidades e desejos de seu filho, a escola representa o desconhecido para ambos.
                Podemos agregar aos momentos de instabilidade dessa segunda ruptura, o fato de que as famílias atendidas pela rede pública de ensino, na maioria das vezes, não têm o direito de escolher em qual escola querem matricular seus filhos. A imposição desta ou daquela escola, baseada na proximidade de sua residência contribui para o aumento de tensões e resistências nos primeiros contatos entre os pais e a escola.
                É certo que a administração pública não teria outra forma de garantir vagas as crianças de zero a seis anos, se não a de estabelecer critérios para esse atendimento, mas cabe às escola reconhecer o alicerce frágil em que esta relação é inicialmente construída.
                A cultura escolar autocêntrica, ainda mergulhada em sua própria finitude, desconhece sua comunidade, suas histórias e expectativas e por isso, organiza eventos em que promove sua importância e geralmente, de forma velada, terceiriza a culpa às famílias pelos insucessos que vêm acumulando.
                Este projeto surge pela necessidade de desconstruir práticas, inverter prioridades e personificar as relações pessoais no âmbito escolar e para fora dele.
                É certo que antes de abrir as portas à comunidade escolar é necessário que a equipe de servidores públicos que nela atua,  estabeleça vínculos com a escola o que representa um grande desafio porque a alta rotatividade de professores na rede, inviabiliza esta construção ou a interrompe ano a ano.              
                Desta forma, a “Escola de Pais” ´surge como resultado de um processo iniciado a dez anos e um novo investimento que visa imprimir qualidade as relações entre escola e família através dos membros da equipe gestora.
                Apesar das concepções e práticas que envolvem a criação de uma Escola de Pais  serem práticas constantes da EMEI Guia Lopes, institucionalizá-la foi o primeiro passo para sua incorporação ao Projeto Político Pedagógico da unidade.
                Como gestora e leitora assídua e reflexiva da obra de Paulo Freire, acredito ser oportuno trazer sua concepção de escola  como sendo “um modo de ser” que em muito traduz a minha primeira preocupação ao organizar eventos para as famílias das nossas crianças.      Segundo ele: “Não devemos chamar o povo à escola para receber instruções, postulados, receitas, ameaças, repreensões e punições, mas para participar coletivamente da construção de um saber que vai além do saber de pura experiência feita, que leve em conta as suas necessidades e o torne instrumento de luta, possibilitando-lhe transformar-se em sujeito de sua própria história [...]. A escola deve ser também um centro irradiador da cultura popular, à disposição da comunidade [...] um centro de debate de ideias, soluções, reflexões, onde a organização popular vai sistematizando sua própria experiência. A escola não é só um espaço físico. É um clima de trabalho, uma postura, um modo de ser.”(Freire, 1991, p.16).
                A prática da escuta da comunidade escolar possível pelos encontros promovidos pela escola, foram adicionadas às reuniões burocráticas  e pouco produtivas dos Conselhos de Escola e  Associação de Pais e Mestres.
                 Com objetivos específicos que se diferenciam daqueles presentes nas Reuniões do Conselho de Escola e da Associação de Pais e Mestres, abre-se um espaço para escuta dos pais, para a revelação de talentos da comunidade e cria-se a oportunidade para o protagonismo familiar no que lhe é mais caro: a formação de seus filhos.

OBJETIVO Geral: Transformar a escola num espaço democrático que acolha diversos atores e a pluralidade de suas ideias.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
- detectar as prioridades das famílias em relação à educação de seus filhos
- formar os pais nos assuntos de seu interesse e àqueles relacionados à proposta pedagógica da unidade.
- dialogar acerca de suas necessidades e anseios
- criar oportunidades para o protagonismo familiar no âmbito escolar
- estreitar os laços afetivos entre os pais e a escola
- elevar a auto-estima dos pais e das crianças
- estabelecer parceria mais efetiva com os membros das famílias que tiverem oportunidade de exercer suas habilidades para enriquecer os projetos didáticos durante o ano letivo.
- organizar comissões permanentes para gerenciar ações junto à comunidade e o entorno escolar
- ampliar o repertório das famílias sobre os processos de ensino-aprendizagem e a construção do conhecimento
- divulgar e refletir sobre o processo de formação dos professores, compartilhando os saberes construídos coletivamente.
- estimular sua participação crítica na elaboração do Projeto Político Pedagógico e na Avaliação dos Indicadores de Qualidade da Educação Infantil
- estabelecer parcerias com profissionais de outras áreas do conhecimento que promovam o debate de assuntos de interesse da comunidade.
- dinamizar a participação das famílias em eventos, antes, destinados aos professores e equipes escolares ( Reuniões Pedagógicas).

Metodologia
A Escola de Pais acontece por meio de encontros ou atividades abertas às famílias e funcionários da escola e podem ser classificados em cinco categorias.
Categoria 1 – Realização de encontros após o horário de funcionamento da escola em que o tema de interesse para o diálogo e reflexão é definido pelos pais participantes. Nesses encontros, a gestão prepara um material que, ao mesmo tempo, divulga conhecimentos produzidos sobre o assunto e incentiva a participação dos presentes através de desafios. Ao final do encontro, há sempre uma atividade planejada que se inicia no coletivo e segue como “lição de casa” para os pais. O objetivo destas atividades é sempre o de levar a discussão para casa e possibilitar a participação de outros membros da família, inclusive a criança.
Categoria 2 – Realização de encontros após o horário de funcionamento da escola em que a escola define o tema a ser abordado de acordo com a necessidade do projeto didático em andamento.  A escola desenvolve  dois projetos didáticos permanentes, a saber: Diversidade biológica e cultural no período das 7h00 às 11h00 e 15h00 às 19h00 e o Projeto de Onde vem?  Para Onde Vai? - Sustentabilidade e Consumismo no período da 11h00 às 15h00. Alguns dos encontros são desencadeadores de discussões pertinentes aos conhecimentos que as crianças estão construindo com seus professores. O objetivo destes encontros é ampliar o repertório dos pais sobre os temas e incentivá-los à pesquisa para compartilhar com seus filhos.
Categoria 3 – Realização de palestras com convidados especiais que tratam das temáticas definidas pelos pais ou pela escola.
Categoria 4 – Promove a participação dos pais nas rotinas diárias da escola, como protagonistas de ações educativas. A presença de pais em momentos de brincadeiras, dinâmicas, refeições em que assumem a posição de comando de uma turma de crianças. Durante as reuniões descobrimos talentos, entre os pais,  que são introduzidos nas rotinas das crianças através de oficinas. Aulas de dança e de consciência corporal já foram iniciadas esse ano.
Categoria 5 – Promoção de Eventos, festas, dinâmicas, gincanas, pesquisas e vivências previstas em calendário escolar ou no cronograma de ações coletivas dos projetos didáticos definidas durante o ano.
Categoria 6 – Comunicação Virtual Permanente – Portfólios Virtuais são diariamente atualizados contendo fotos e textos para que as famílias acompanhem as rotinas de seus filhos e possam conversar sobre o que vivem na escola. Através do Blog, é disponibilizada toda a documentação pedagógica da escola, possibilitando a consulta e a cobrança de ações não realizadas por parte da equipe escolar. Além disso, mantemos uma comunicação virtual através das redes sociais para esclarecimento de dúvidas.

RESULTADOS ESPERADOS
- Transformar a Escola em um espaço verdadeiramente democrático através da adoção de dinâmicas que favoreçam os processos coletivos e participativos de decisão.

- democratização das relações que se desenvolvem na escola, contribuindo para o aperfeiçoamento administrativo-pedagógico. 
Cibele Araujo Racy Maria
SP 08 de junho de 2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

ENTREVISTA COM ALEXANDRE SCHNEIDER - SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DE 2006 A 2012

Bastou assistir pela primeira a palestra da escritora Adchie Chimamanda - "Os perigos de uma história única" que revela a obliquidade do pensamento, do discurso e da ação quando não nos interessa conhecer os vários lados de uma mesma questão, para aperfeiçoar minha prática na administração escolar pública.
Inspirada pela ideia sedutora de apresentar o "outro lado" de assuntos relacionados à educação, ocorreu-me a ideia de proporcionar às professoras da EMEI Guia Lopes a chance de expor suas dúvidas e questionamentos a alguém que esteve à frente da Secretaria Municipal de Educação.
Alexandre Schneider assumiu a secretaria por seis anos (2006 a 2012) e durante sua gestão construiu políticas e programas que atenderam às necessidades e anseios dos professores, famílias, crianças e adolescentes da rede municipal de ensino. Ele e sua equipe construíram documentos que subsidiaram a construção do Projeto Político Pedagógico da EMEI Guia Lopes e de outras tantas escolas.  Convidei-o para compartilhar sua experiência com um grupo de professores que, em sua maioria, ingressou este ano na rede municipal.

Foi um momento esclarecedor, mais do que isso, foi uma troca, um encontro de pessoas comprometidas com a educação pública de qualidade.
Dentre as várias questões, uma grande parte fazia referência aos programas que foram criados durante a gestão do nosso convidado.  Falamos sobre o Programa Inclui, sobre a autonomia da escola para a construção de seus Projetos Políticos Pedagógicos através das Orientações Curriculares - Expectativas de Aprendizagens para a Educação Infantil e para as Relações Étnico-raciais, sobre a redução do número de alunos em sala de aula, sobre a marginalidade da Educação Infantil pela falta de políticas públicas específicas e ações de valorização desta etapa da vida escolar,  sobre os Indicadores de Qualidade da Educação Infantil, sobre os critérios para a aquisição do kit de material escolar e sobre o “Rede em Rede”. Discutimos também sobre fatos que nos preocupam, tais como: a falta de articulação entre CEI|EMEI|EMEF, sobre a desistência de muitos professores durante o curso de pedagogia ou após o início da docência e sobre a necessidade de rever o papel da supervisão escolar. Foi um encontro muito produtivo. Uma experiência que todas as escolas municipais deveriam proporcionar as suas equipes!