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domingo, 22 de fevereiro de 2015

DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA - 2015


DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA


1)                TEIA DE CONHECIMENTO – Não é a toa que o registro sobre os caminhos que o projeto didático percorre tenha recebido este nome. Na pedagogia de projetos os conhecimentos não são escalonados em ordem de “importância”, ou fechados em caixas e sequências pré-determinadas.  Os conhecimentos são produzidos na medida exata em que surgem oportunidades reais para o investimento em pesquisas sobre eles. A Teia nos permite uma organização do trabalho pedagógico e facilita-nos observar e registrar as conexões entre os conhecimentos produzidos, através da escuta atenta às falas infantis.
As Teias são confeccionadas em cartolinas e, na medida em que forem agregados novos caminhos, elas precisam ser refeitas. Portanto, não se trata de um trabalho puramente estético, mas que deve refletir a prática pedagógica e a construção do conhecimento que esta sendo valorizado em determinado momento para o grupo/classe.
A visibilidade da teia de conhecimento é de fundamental importância em nossa estrutura organizacional, em especial ao fato de que as crianças convivem com duas professoras e além de ser um instrumento de acompanhamento dos diferentes projetos pela gestão pedagógica, garante uma comunicação imediata entre as parceiras de trabalho.
Pela experiência que temos em relação à construção e atualização das teias de conhecimento, podemos antecipar algumas dificuldades possíveis:
a)      Desconhecimento dos processos de elaboração;
b)      Resistência às mudanças das práticas pedagógicas;
c)       Desatenção às falas infantis; 
d)      Dificuldade em registrar o trabalho pedagógico e as intervenções realizadas,
e)      Dificuldade ou resistência em libertar-se da programação conteudista.
f)       Dificuldade de planejamento e organização
g)      Desmotivação para a pesquisa constante,
h)      Superficialidade no tratamento de algumas questões importantes para o desenvolvimento humano de todos os envolvidos. É comum perder-se várias oportunidades pelo julgamento preconceituoso do que seja fácil ou difícil para nossas crianças. Um desafio se constitui pela dificuldade da missão e o êxito reside na sua superação.
i)        Priorização da quantidade em detrimento da qualidade das propostas de trabalho
j)        Na ausência de relação entre o que se aprende e a realidade de nossa escola e comunidade.
                Entre todas estas variantes, a que mais nos chama a atenção é que a dificuldade encontrada por alguns profissionais só fica clara quando são chamados para entrevistas individuais com a gestão pedagógica. Desta forma, e para evitar prejuízos às crianças, é imperiosa a iniciativa dos profissionais em procurarem orientação. A construção das teias é acompanhada pela coordenação e direção durante todo o ano.
Para finalizar, a qualidade de um projeto didático esta intimamente ligada à teia de conhecimentos que produziu, não pela quantidade de temas transversais, mas pelos caminhos que foram percorridos pelos professores e alunos e as aprendizagens que possibilitou.
PROCEDIMENTOS: A construção da Teia de Conhecimento será realizada de forma compartilhada, envolvendo o professor e a gestão.
O professor deverá:
                - atualizar a teia sempre que um novo percurso for desenhado pelo grupo (professor-aluno) e|ou um novo conhecimento tenha sido construído.
a)      Assim que for desencadeada a primeira ação coletiva do Projeto “Diversidade Biológica e Cultural – As crianças de Madiba” para o 1º e 2º turnos e “De onde vem? Para onde vai? para as crianças do período intermediário, a teia de conhecimento deve ser iniciada.
b)      Ela deve ser confeccionada em cartolina e fixada em um dos quadros de cortiça das salas de registro. Há um quadro para cada professora.
c)       A gestão marcará encontros individuais para orientar a continuidade da teia de conhecimentos.

2)      DIÁRIO DE PROJETO – É um documento que conta a história do projeto. Ele comprova a realização de sequências didáticas vivenciadas pelo grupo/classe e o significado da experiência para as crianças. Portanto, não se trata de um documento que é realizado de tempos em tempos. Sua confecção ocorre durante as atividades com as crianças, nos diferentes espaços escolares, desde o primeiro dia de aula (conforme linha de tempo). A comprovação da realização de atividades que tenham sido significativas para o grupo deve conter:
– data da realização da atividade (que deverá obedecer a ordem cronológica dos acontecimentos)
- registro escrito, fotográfico ou produzido pelas próprias crianças.
Os objetivos deste documento, entre outros, são:
- garantir visibilidade do caminho percorrido pela criança (uma vez que participa efetivamente de sua construção), pelo professor e para a comunidade escolar ( divulgação do trabalho aos pais e troca de experiências entre professores)
- registrar o resultado das pesquisas e intervenções do professor;
- possibilitar às crianças, revisitar algumas experiências, agregando valores e/ou apontando a necessidade de novas pesquisas sobre o mesmo tema;
- garantir, ao professor ter uma visão integral de seu trabalho para reflexões e encaminhamentos.
- possibilitar a inscrição em concursos promovidos por SME ou outras entidades que exijam comprovação do trabalho realizado.
Cabe-nos reforçar a ideia de que o Diário de Projeto é um registro do grupo/classe, incluindo o professor e não um registro daquilo que lhe parece pertinente divulgar. Além disso, não se trata de um documento que vise, apenas, a beleza estética de seu conteúdo, mas sua consistência. Considerando a diversidade quando tratamos de cada grupo de crianças e de cada professor, não existem modelos prontos de Diários de Projeto e, reduzir sua confecção a análise de sua boniteza, esta longe da nossa concepção de trabalho e intervenção.
Por ser um documento que da visibilidade ao trabalho do professor e das crianças, torna-se uma referência estética para os alunos e este aspecto precisa ser elevado em consideração.
No início de cada ano, o professor receberá o Diário de Projeto que é confeccionado em folhas maiores que as habituais, vista a quantidade de informações que cada atividade deve conter. Trata-se de uma documentação que registra o trabalho da escola e por este motivo, deverá permanecer na unidade para compor nosso arquivo. Vale reiterar que o Diário de Projeto não é um documento do professor e, portanto não deve ser retirado da escola sem prévia autorização da gestão.
Através de sua análise é que são desencadeadas novas ações do Projeto Didático.
PROCEDIMENTOS: O professor deverá:
- planejar em seu semanário:  
         - um fundo para a página ou uma borda decorativa, um título que revele de forma direta o que aconteceu, uma contextualização que conte o que aconteceu e qual a relação com o registro da página anterior do Diário de Projeto.
         - quais materiais diversificados serão utilizados para a confecção da página
         - definir o que foi revelante para o grupo de crianças durante as atividades específicas do Projeto Didático ( Diversidade Biológica e Cultural – De onde vem? Para onde Vai?
- escolher 4 crianças para ajuda-lo a confeccionar uma página do Diário de Projeto. A cada nova página, um novo grupo de quatro crianças ficará responsável por executar a atividade planejada.
-  discutir com seus alunos o que foi mais significativo durante a semana e que tipo de registro poderá ser feito para que fique claro o que o grupo vivenciou e aprendeu, não se esquecendo que a sequência dos registros deve refletir as sequências didáticas elaboradas pelo professor.
- construir cada página coletivamente, garantindo espaço para a participação infantil através de  recorte, colagem, desenho, fotografia, pintura e escrita, entre outras. As falas infantis, tendo o professor como escriba, são fundamentais para este processo.
- ao final da confecção, as quatro crianças deverão assinar sua produção.
- apesar da participação infantil, o professor é responsável pelo planejamento e pela execução de cada página.
- escolher um espaço na sala para que o Diário de Projeto fique à disposição das crianças e da gestão. Um dos objetivos é a visitação constante ao documento. Desta forma, não há previsão na grade JEIF para atividades relacionadas aos Diários de Projeto.


MODELO – PÁGINA DO DIÁRIO DE PROJETO



3)      PORTFÓLIOS INDIVIDUAIS – A construção do portfólio individual é feito nos cadernos de desenho fornecidos pela PMSP e deve ser realizado exclusivamente pelas crianças, contendo em todas as atividades as seguintes informações:
A) breve contextualização ( que tipo de conhecimento/experiência desencadeou a atividade)- esta contextualização deve ser feita pelo professor e colada no portfólio pelo aluno. Após a colagem é importante que se faça uma leitura compartilhada com o grupo para que saibam o que esta escrito.
- data (escrita pelo professor ou pela criança)
- comanda ( quando não houver comanda, deverá constar “atividade livre” e o material utilizado)
- todas as atividades, comandas e contextualizações deverão passar pela gestão pedagógica antes de serem distribuídas às crianças e coladas no portfólio. Nosso objetivo é reduzir ao máximo este tipo de prática e/ou garantir aos profissionais que saibam analisar criteriosamente sua prática pedagógica quando da utilização destes procedimentos.
- a utilização de fotos que ilustrem as vivências das crianças é bem vinda e a impressão será feita pela escola, em preto e branco, através da cota de cópias de cada professor,
- Nenhuma atividade de recorte e colagem do material impresso(fotos, comandas, contextualização, entre outros) deve ser feita pelo professor. As crianças deverão aprender a manusear a tesoura e a cola construindo sua autonomia, orientação espacial/temporal e senso estético. A criança que não realiza a construção de seu portfólio, dificilmente terá autonomia para encontrar a página que deverá ser usada, perceberá que há uma sequência cronológica e lógica das atividades que fez ou ainda que há uma forma correta de utilizar o caderno.
PROCEDIMENTOS:
a) UTILIZAÇÃO DO CADERNO OU FOLHAS PARA O PROFÓLIO INDIVIDUAL
Ao contrário do que muitos pensam sobre a liberdade de expressão da criança, quando tratamos de atividades planejadas com objetivos específicos, é preciso dar referências. A organização das atividades no espaço de uma folha precisa de orientação e nossa escola definiu alguns procedimentos que devem ser observados por todos, conforme modelo que segue:
- a posição do caderno deverá ser sempre a horizontal



 
- sempre que houver uma atividade de escrita o professor deverá fazer uma inscrição de forma sutil para sinalizar de que forma a atividade foi realizada ( escrita espontânea ou cópia). Fica uma dica: No momento em que a comanda, título ou contextualização for elaborada pelo professor, esta sinalização pode ser incluída.
- caso o caderno não seja entregue nos primeiros meses de aula, as atividades de registro deverão ser feitas em folhas que serão organizadas, em ordem cronológica, pelo professor em sacos plásticos. Todas deverão conter as especificações do modelo acima, ou seja, título/comanda/contextualização, espaço para o nome da criança e data.
- a confecção das atividades deve ser de inteira responsabilidade da criança, não sendo permitido o acúmulo de atividades em folhas soltas para serem coladas pelo professor, retroativamente.
- as atividades realizadas em folhas soltas não deverão ser enviadas para casa uma vez que farão parte da história da criança em nossa escola;
- As atividades deverão ser realizadas de um único lado da folha(frente). O verso da folha será utilizado pelo professor, para o registro da análise que fará da produção infantil e que o ajudará no momento da elaboração dos relatórios descritivos.
- Os portfólios das crianças, assim como toda a documentação pedagógica, não devem sair da escola sem prévia autorização da Direção.

QUAL A DIFERENÇA DAS PROPOSTAS PARA O DIÁRIO DE PROJETO E DO PORTFÓLIO INIDIVIDUAL?
DIÁRIO DE PROJETO
PORTFÓLIO INDIVIDUAL
Documento que conta a história do projeto didático do grupo através de atividade planejada e dirigida pelo professor, envolvendo:
- situações-problema
- levantamento de hipóteses
-pesquisas
- conclusões provisórias
-vivências
- falas infantis
- textos coletivos
- fotos
- Cds e Dvs
- produções artísticas infantis coletivas
- produções individuais
- Literatura
O grupo de quatro crianças responsável deverá contar com o acompanhamento direto do professor para a confecção da página do Diário de Projeto.
Documento no qual devem ser registradas, exclusivamente pela criança, as propostas de trabalho que contribuam para as suas aprendizagens (relacionadas ou não aos projetos didáticos) nos diferentes espaços escolares e|ou no entorno.
Desafios difíceis e possíveis da criança realizar, abrangendo todas as formas de expressão e campos de experiência.
- Linguagem Oral e Escrita
- Conhecimento Matemático
- Conhecimento Científico
- Movimento
- Artes ( Culinária, Escultura, pintura, desenho, Dança, Música)
- Leitura
- Tecnologias (fotos, entrevistas, pesquisas realizadas pelas crianças)


4) PORTFÓLIOS VIRTUAIS DO GRUPO – Durante os cinco anos em que adotamos esta prática, ficou-nos evidente tratar-se de um procedimento eficaz para registrar a história de cada grupo. Além de serem eficientes meios para avaliar o trabalho desenvolvido, conecta-nos aos pais e os possibilita acompanhar a rotina escolar de seus filhos.
A escola possui e disponibiliza máquinas fotográficas digitais para esta atividade. Por questões de segurança e conservação, elas ficam sobre a mesa da Direção da Escola e podem ser retiradas e devolvidas pelos professores.
PROCEDIMENTOS para a divulgação do trabalho no facebook
- Caberá a todos os professores, registrar fotograficamente, no mínimo, uma vez por semana uma atividade desenvolvida com seus alunos em um dos espaços previstos em suas respectivas linhas de tempo;
- o registro fotográfico deverá ser feito pelos professores com as máquinas da escola ou seus celulares e máquinas próprias. Como em qualquer portfólio, a cronologia dos eventos é de extrema e fundamental importância para garantir a sequência didática das atividades realizadas.
- após a publicação das fotos, o professor deverá legendar as imagens captadas, descrevendo a atividade e sua contextualização na página do facebook.
(verificar o Projeto Permanente – Canal de Comunicação Virtual).

4)      CADERNO DE OBSERVAÇÃO E REGISTRO
Cada professor receberá um caderno que contará com orientações especifícas para sua utilização, bem como seus objetivos gerais. Neste instrumento de acompanhamento deverá constar os seguintes registros:
a)      Observação quanto à atuação da criança nos diferentes espaços e tempos escolares.
b)      Registro das falas infantis que nortearão os caminhos do projeto didático da turma
- as observações e registros deverão ser feitos durante as atividades livres e dirigidas previstas nas linhas específicas de cada professor.

Considerações gerais
Nossa proposta de trabalho propõe o protagonismo infantil como uma meta a ser atingida pelos profissionais que atuam na EMEI Guia Lopes. Se quisermos que nossas crianças conquistem autonomia, é preciso fazê-las experimentar e comprovar a competência que já têm.  Há um grande equívoco quando acreditamos que a autonomia infantil esteja vinculada, única e exclusivamente, aos comportamentos classificados como adequados, tais como  ir ao banheiro sozinha, saber se alimentar sem auxílio, entre outros. O nome que damos a este tipo de conhecimento é INDEPENDÊNCIA no fazer. A autonomia que queremos construir com os alunos matriculados em nossa escola é àquela que diz respeito ao campo das ideias, à capacidade de conduzir seu próprio conhecimento. Neste sentido, o professor deve assumir o compromisso com seu grupo de que todos serão ouvidos e que suas ideias serão consideradas. O primeiro passo é registrar suas falas. Nossa experiência nos permite afirmar que esta postura é inovadora para muitos dos profissionais que chegam à escola e o que, para muitos já se tornou um hábito, para outros representa um dos maiores desafios de suas vidas profissionais.
Significa abrir mão do poder que foi conferido aos docentes nos últimos séculos e que lhes fizeram acreditar serem os detentores de todos os conhecimentos produzidos pela humanidade. A mesma ideia de que o professor “dá aula” quando na realidade conhecimento não se dá, se constrói com a interação que estabelecemos com o outro: professorxgestão,  professorxprofessor, professorxcriança, escolaxfamília, escolaxfamíliaxsociedade. Por considerarmos que nenhum conhecimento é definitivo e que não há verdades absolutas sobre qualquer aspecto da vida humana, é preciso renovar e inovar as práticas pedagógicas.
a)      POR QUE É IMPORTANTE REGISTRAR A ATUAÇÃO DAS CRIANÇAS NOS DIFERENTES ESPAÇOS ESCOLARES?
Porque o registro da atuação das crianças reflete suas aprendizagens e nos serve de parâmetro para redirecionar nossa prática, avaliar o percurso do projeto e fundamentar a avaliação sobre os avanços ou dificuldades infantis que ficam expressas nos relatórios descritivos.
Descrever situações vividas pela criança, suas reações, suas argumentações, direcionam o trabalho docente.
O QUE REGISTRAR?
O professor deve se organizar para registrar suas crianças em diferentes situações. Estes registros serão definidos quando da elaboração de seu planejamento semanal (semanário), através dos objetivos específicos para cada proposta de trabalho.

b)      POR QUE É IMPORTANTE REGISTRAR AS FALAS DAS CRIANÇAS NOS DIFERENTES ESPAÇOS E TEMPOS ESCOLARES?
Assim como a atuação, as falas infantis  nos revelam, além da história de vida de cada criança,  os conhecimentos prévios que possuem sobre qualquer proposta de trabalho e se novos conhecimentos foram construídos, após as intervenções do professor.
Registrar as falas infantis significa compartilhar as responsabilidades pelo processo educativo e formativo.
Quando o professor assume o papel de um bom “escutador”, não deve fazer interferências nas falas de suas crianças que venham confirmar ou rejeitar as suas colocações. Em seu planejamento, deverá antecipar perguntas e situações que provoquem suas crianças a refletir e compartilhar seus pensamentos, jamais fazendo um julgamento sobre eles.
O QUE REGISTRAR?
- falas que sinalizem o que a criança pensa ou sente sobre o tema a ser trabalhado,
- falas que sinalizem o que a criança já sabe sobre o tema a ser trabalhado
- falas que sinalizem o que as crianças precisam saber sobre o tema trabalho
- falas que indiquem o conhecimento construído sobre o tema trabalhado pelo professor.

5)      EXPOSIÇÃO PERMANENTE DE TRABALHOS – A EMEI Guia Lopes acredita que a divulgação/exposição dos trabalhos realizados nos diferentes espaços deva ocorrer sistematicamente por toda a comunidade escolar, através de exposição nos murais e varais,  como forma de reconhecimento dos talentos infantis, a criação de um ambiente alfabetizador, o estímulo a novas descobertas e temas de interesse, bem como a construção de um ambiente que possibilite a memória dos caminhos percorridos individual e/ou coletivamente. O acervo em exposição deverá ser MENSALMENTE atualizado PELO PROFESSOR. O material retirado pelo professor responsável deverá ser armazenado segundo critério do responsável.
ITENS OBRIGATÓRIOS PARA A CONFECÇÃO DE CARTAZES QUE FICARÃO EXPOSTOS:

 










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