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domingo, 18 de agosto de 2013

Sequência Didática e o Espaços Escolares - Diversidade Cultural e Biológica - Referências e Indicações

COZINHA EXPERIMENTAL 
1) Culinária Indígena         
- 1º TURNO – Tapioca
tapioca, também conhecida como beiju, é o nome de uma iguaria tipicamente brasileira, originária do Norte do país, de origemindígena, feita com a fécula extraída da mandioca, também conhecida como goma da tapioca, tapioca, goma seca, polvilho ou polvilho doce. Esta, ao ser espalhada em uma chapa ou frigideira aquecida, coagula-se e vira um tipo de panqueca ou crêpe seco, em forma de meia-lua (ou disco, como em algumas regiões). O recheio varia, mas o mais tradicional é feito com coco e queijo coalho.
É comum também encontrar as variedades conhecidas como Beiju de Lenço, Beiju de Massa e outras, feitas em fornos das casas de farinha das comunidades rurais em determinadas épocas do ano; assim como outras variações.
O nome tapioca é derivado da palavra tipi'óka «coágulo», o nome para este amido em Tupi; e pode referir-se tanto ao produto obtido da fécula quanto ao prato em si feito a partir dele.
Receita
Massa
1/2kg de farinha para tapioca (bijou)
Água o suficiente para dar o ponto
Sal a gosto
Recheio: Salgado ou doce
 2º TURNO - Paçoca
A Paçoca é uma comida de origem indígena feita a base de farinha de mandioca e carne seca. No Nordeste do Brasil a paçoca é um prato típico e muito degustado durante os festejos juninos. Em Minas Gerais existe um evento anual chamado Festa Nacional da Paçoca em Bonito de Minas que festeja a paçoca tradicional feita de carne bovina e em São Paulo, na cidade de Pilar do Sul existe o Festival da Paçoca. No Paraná a paçoca faz parte da tradição culinária.
Paçoca de amendoim (do tupi po-çoc, "esmigalhar") é um doce tradicional brasileiro à base de amendoim, farinha de mandioca e açúcar, típico da comida caipira do estado de São Paulo. É tradicionalmente preparada no Brasil para consumo nas festividades da Semana Santa e festas juninas. O preparo da paçoca para a Semana Santa,vai além da culinária em si, é um ritual cristão de valorização do amor e da harmonia em família. Há também as paçocas industrializadas que são vendidas e consumidas o ano inteiro. Entre estas, existem as chamadas paçoquinhas de amendoim tipo rolha, que são vendidas com a forma cilíndrica das rolhas e com uma cor que também se assemelha de certa forma à destas.
Sugestão de receita:
Ingredientes:
- 1 pacote de amendoim
- 1 lata de leite condensado
- 1 pacote de bolacha maisena moída
Colocar em um recipiente as bolachas moídas, o amendoim torrado e moído, 3 colheres de água e o leite condensado e mexer bem.
Arrume esta massa em uma travessa sem untar, e vá pressionando bem com uma colher ou com as mãos mesmo
Leve à geladeira por 10 minutos.

2) Culinária Africana
- 1º TURNO – Mungunzá
A etimologia do nome dada pelo dicionário Aurélio é de mucunzá, do quimbundo mu’kunza, ‘milho cozido’ de origem africana. O mungunzá é um prato doce feito com grãos de milho (geralmente branco) cozidos em água ou leite ou leite de coco. Algumas variantes do preparo incluem uma pequena quantidade de "água de flor de laranjeira". O prato é geralmente servido com bastante caldo, porém em rituais para os orixás ele é servido de forma bem compactada como o chamado ebô.
No centro-sul do Brasil o prato é chamado de canjica e preparado principalmente para as comemorações de Festa Junina.

- 2º TURNO- Cuscuz
O cuscuz paulista, típico do interior do estado, é uma das poucas receitas "caipiras" que foi incorporada ao cardápio dos restaurantes da capital. Apesar de nos ser tão familiar, não estamos falando de uma fórmula de origem brasileira. O nosso cuscuz deriva do “cous cous” africano, que surgiu na região do Magreb (que compreende Tunísia, Marrocos e Argélia). O prato existe desde a época dos berberes, primeiros povos que habitaram o norte do continente. Há registros de que o cuscuz já era preparado dois séculos antes de Cristo.
Mas de onde vem esse nome tão sonoro? Os africanos dizem que ele deriva do som da sêmola chiando na cuscuzeira durante o cozimento a vapor. Na sua forma original, o cuscuz de Magreb é feito com sêmola de trigo, sendo muito típico o de carneiro. Mas há variações: pode ser acrescido de caldo de carne e legumes, de grão-de-bico, de uva-passa, de tâmaras.
Não há registros precisos sobre como o cuscuz se espalhou pelo mundo e se tornou uma receita tão querida e popular. Uma das hipóteses é a de que o prato teria chegado à Europa com a invasão muçulmana à Península Ibérica, no século XIII. Livros de receitas da época comprovam a assimilação. De lá, os judeus sefarditas europeus, tendo incorporado o cuscuz à mesa, levaram o prato para os locais em que se exilaram, como Itália e Oriente Médio, após serem expulsos da Península Ibérica, em 1492, na época da Guerra Santa.
Para outros autores, o cuscuz teria chegado antes na Sicília. A localização geográfica dessa ilha italiana, muito próxima da costa africana, principalmente da Tunísia, torna muito viável essa teoria. Os sicilianos se agarram com força e muito prazer à tradição. Todo o ano, na cidade de San Vito Lo Capo, realiza-se a Cous Cous Fest, em que são convidados países que tem a cultura do cuscuz. O objetivo é reunir as receitas representativas no mundo. Os chefs paulistas Carlos Siffert, da Escola Wilma Kövesi, e Mara Salles, do restaurante Tordesilhas, já estiveram lá para representar nosso país. Neste ano, o evento ocorre entre 20 e 25 de setembro.
Depois dessa história toda, talvez você esteja se perguntando: afinal, que caminho o cuscuz fez para chegar ao Brasil? Segundo Luís da Câmara Cascudo, historiador da alimentação, a receita teria sido introduzida no Brasil no século XVI pelos portugueses.
Hoje, no Brasil, temos dois tipos de cuscuz bem diferentes na concepção: o nordestino e o paulista. O comum entre eles é o fato de terem substituído a sêmola de trigo pelo ingrediente da terra: a farinha de milho. No Nordeste, o cuscuz pode ter chegado via Pernambuco. Nessa região, é feito na cuscuzeira e tem consistência mais esfarelada, como seu primo africano. A receita salgada é bastante comum nas mesas, principalmente no café da manhã. Há ainda o cuscuz nordestino doce, que leva coco. A textura é parecida com a de um bolo. Pode fazer parte de uma refeição frugal no jantar, acompanhado de leite, manteiga de garrafa, ovos fritos ou carne de sol.
Já o cuscuz paulista é parte do almoço, jantar ou mesmo servido em ocasiões especiais. “A receita parece ter evoluído através do chamado farnel de viagem, a refeição dos tropeiros”, diz a chef Mara Salles. Nos séculos XVII e XVIII, os tropeiros costumavam carregar alimentos como farinha de milho, ovo cozido, cebolinha, banha de porco e torresmo, tudo junto numa espécie de lenço, que amarravam e levavam a cavalo. “Desse farnel, o cuscuz evoluiu para a mesa das fazendas, aí já acrescido de outros ingredientes e feito na cuscuzeira de duas partes”, explica a chef. Foi nas fazendas que ele adquiriu ares mais sofisticados, sendo introduzido frango ou peixe de água doce em sua receita – hoje a sardinha é bastante utilizada. Foi mais para frente que se resolveu adicionar o requinte do camarão. E só há cerca de 40 anos o cuscuz paulista começou a ser feito em fôrma de bolo furada. O motivo, não se sabe. Mas acabou assumindo uma forma compacta, mais parecida com a consistência de uma musseline, diferente do cuscuz original, que desmancha.
Uma coisa todas as versões do cuscuz têm em comum: o jeito de mexer a sêmola com as mãos, com um pouco de água. Chega a ser ritualístico. A chef Mara Salles oferece duas versões: o cuscuz paulista e um outro com ingrediente amazônico e inspiração marroquina, feito de farinha ovinha de Uarini (típica do Amazonas). É servido com cabrito guisado e legumes, versão criada por ela. “Essa farinha granulada e com um comportamento muito parecido ao da sêmola de trigo é bem mais barata, prestando-se por isso muito bem à confecção do cuscuz tipo marroquino”, diz. Os pratos são oferecidos no Tordesilhas somente em festivais, não constam no cardápio da casa.
Sugestão de receita:
Ingredientes:
- ½ xícara de leite
- 1 cebola picada
- 1 lata de molho de tomate
- 2 latas de água
- 1 lata de ervilha
- 1 lata de milho verde
- 1 pimentão picado
- 2 latas de sardinha
- cheiro verde e temperos a gosto
- 1 caldo de galinha
- 3 xícaras de farinha de milho
- 3 ovos cozidos e tomates para decorar
Modo de preparo:
- Refogue no azeite a cebola, pimentão, milho, ervilha, molho, caldo de galinha, sardinha e cheiro verde;
- Coloque a água e quando ferver acrescente a farinha de milho;
- Unte uma forma com óleo e enfeite com tomates, sardinha, ervilha e algumas folhinhas de cheiro verde;
- Coloque a massa e deixe esfriar; e
- Desenforme depois de frio.

3) Culinária Afro-brasileira
- 1º TURNO – Mungunzá
A etimologia do nome dada pelo dicionário Aurélio é de mucunzá, do quimbundo mu’kunza, ‘milho cozido’ de origem africana. O mungunzá é um prato doce feito com grãos de milho (geralmente branco) cozidos em água ou leite ou leite de coco. Algumas variantes do preparo incluem uma pequena quantidade de "água de flor de laranjeira". O prato é geralmente servido com bastante caldo, porém em rituais para os orixás ele é servido de forma bem compactada como o chamado ebô.
No centro-sul do Brasil o prato é chamado de canjica e preparado principalmente para as comemorações de Festa Junina.
Receita:
1 xícara e meia (chá) de milho para canjica (200g)
1 lata de leite condensado
1 lata (da lata) de leite
4 cravos da índia
1 pedaço de pau de canela
1 vidro de leite de coco (200ml)
canela em pó para polvilhar
De véspera, deixe o milho de molho em água fria. No dia, leve o milho ao fogo em panela de pressão com dois litros de água fria e deixe cozinhar por 1 hora. Depois de cozido, junte o LEITE MOÇA®, o leite, os cravos-da-índia e a casca de canela e deixe ferver em fogo baixo por mais 10 minutos. Acrescente o leite de coco, mexa bem e retire do fogo. Coloque em uma tigela funda e sirva polvilhado com canela em pó.

 2º TURNO – Bolo de Fubá
Fubá é uma palavra herdada dos africanos para designar farinha.
Pó batido pela moagem fina do milho cru, seco e debulhado é um tipo de milho duro, que é usado na produção de fubá.
Os responsáveis pela utilização intensa do milho foram os portugueses, eles transformaram a farinha produzida assim em deliciosos pratos como: papas, mingaus, pudins, broas, creme de milho e outras.
Sugestão de receita:
Ingredientes:
- 3 ovos
- 1 copo de óleo
- 1 copo de leite
- 1 copo de açúcar
- 1 copo de farinha de trigo
- 1 copo de fubá
- 1 pitada de sal
- 1 colher de sopa de fermento em pó
Modo de preparo:
- Bater tudo no liquidificador pela ordem acima, colocar em forma redona com furo no meio e levar para assar.
(Se preferir corte pedaços de goiabada e passe-os na farinha de trigo, coloque na massa do bolo antes de levá-la ao forno)

4) Culinária Boliviana
- 1º TURNO: Suco de Milho Preto
- 2º TURNO: Leche Asada
A leche asada é a irmãzinha do nosso Pudim de Leite Condensado.
A principal diferença, é que o leite é aromatizado com canela e/ou raspas de limão e/ou raspas de laranja, podendo ter ou não baunilha adicionada, além da maioria das receitas não usarem leite condensado. Geralmente nas receitas de leche asada, o leite é aquecido em uma panela, juntamente com a casca de laranja e o pau de canela, e esfriado antes de continuar a receita. A receita abaixo não aquece o leite, por isso, é bem mais prática.
Sugestão de receita:
Ingredientes
- 5 ovos
- 750ml de leite integral
- raspas de meio limão
- 150g de açúcar
- canela em pó a gosto
- 1 tampinha de baunilha
- caramelo feito com 1 xíc. água + 1 xíc. açúcar
Preparo
- Bater os ovos + açúcar até ficarem bem espumantes.
- Adicione o leite + raspas de limão + canela + baunilha e misture tudo muito bem.
- Caramelize um refratário e coloque a mistura do pudim dentro.
- Asse em forno a 180C por 45 minutos.
- Deixe esfriar e desenforme.


MÚSICA E DANÇA
1) MÚSICA E DANÇA INDÍGENA
música indígena brasileira é parte do vasto universo cultural dos vários povos indígenas que habitaram e habitam o Brasil. Sendo uma das atividades culturais mais importantes na socialização das tribos, a música dos índios brasileiros é polimorfa e de enorme variedade, tornando impossível um detalhamento extenso no escopo de um único artigo. A seguir se descrevem algumas características genéricas, lembrando que os casos individuais podem apresentar mesmo discrepâncias significativas em relação a este resumo.
Ao contrário do que se poderia supor, a tradição musical indígena não é um objeto de antiquário, é algo vivo e sempre em mutação, sendo constantemente praticada e renovada, incorporando até mesmo material não-índio, ainda que mantenha seus valores e formas essenciais preservados, e é uma vitrine de suas visões de mundo, cristalizadas em formas sonoras.
A maioria dos povos indígenas associa sua música ao universo transcendente e mágico, sendo empregada em todos os rituais religiosos. A música indígena é ligada desde suas origens imemoriais a mitos fundadores e usada com finalidades de socializaçãoculto, ligação com os ancestrais, exorcismomagia e cura. É importante também nos ritos catárticos, quando a música "ao trabalhar com proporções, repetições e variações, instaura o conflito ao mesmo tempo em que o mantém sob controle".
Segundo certas lendas a música foi um presente dos deuses, entristecidos com o silêncio que imperava no mundo dos humanos. Noutras tribos a música é tida como originária do mundo dos sonhos, onde vivem as tribos míticas de animais e dos ancestrais. Ali é conhecida pelas pessoas sem espírito, aquelas que por algum motivo estiveram no limiar da morte e de lá retornaram, tornando-se introdutoras de novas melodias após esse contato com o mundo do além. Menos dramática e mais comumente, a criação de novas músicas se deve aos pajés, que as intuem em seus transes onde estabelecem contato com deuses e ancestrais, ou aos guerreiros mais distinguidos da tribo, que sonham com elas.
A sua música tem definido caráter socializador, estando presente em festividades grupais e na esfera privada, "sendo um elemento fundamental do processo de construção do mundo social e conceitual, e não como um mero epifenômeno ou reflexo deste". As relações sociais são assinaladas musicalmente, delimitando, por exemplo, faixas etárias, status social, estados afetivos, gêneros sexuais, individualidades e grupos. Por fim, o canto e a dança "cumprem também um papel fisiológico na própria constituição dos estados psíquicos, atualizando a experiência dos eventos míticos".8 Nesse sentido social, a música indígena parece ser predominantemente coletiva, sendo que os casos de cantores solitários ou de estruturas melódicas mais variadas são considerados, por alguns, influências de outras culturas, em muitos casos africanas.
A música indígena, no entender de Ana Rodgers, é acima de tudo "qualitativa, no sentido que privilegia as qualidades sonoras em detrimento da dança infinita das permutações vazias e desencarnadas das notas singulares e dos modos específicos, próprios ao tonalismo pós-barroco. Ao contrário.... na música indígena (nem propriamente modal, muito menos tonal no sentido moderno), o timbre, a pulsação e a forma de execução, a postura dos músicos de um modo geral, ocupam parte do lugar dos modos na música modal. Tudo isso e muito mais (o contexto social e cosmológico no qual ela é executada) informam sobre os afetos e a qualidade dessa produção sonora".
Referências
a) Cânticos Cerimoniais do Povo Guarani
Música(s) – Nhameãnoit Karai, PotyCompositores  e intérpretes: Tribo Guarani / Crianças Guarani (acervo EMEI Guia Lopes)
Musicas: Curumim Chama Cunhantã Que Eu Vou Contar (Todo Dia Era Dia De Índio), do Compositor e Interprete: Jorge Ben Jor. http://letras.mus.br/jorge-ben-jor/86240/

2 – MÚSICA E DANÇA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA
A música criada pelos afro-brasileiros é uma mistura de influências de toda a África subsaariana com elementos da música portuguesa e, em menor grau, ameríndia, que produziu uma grande variedade de estilos.
A música popular brasileira é fortemente influenciada pelos ritmos africanos. As expressões de música afro-brasileira mais conhecidas são o sambamaracatuijexácocojongocarimbó,lambadamaxixemaculelê.
Como aconteceu em toda parte do continente americano onde houve escravos africanos, a música feita pelos afrodescendentes foi inicialmente desprezada e mantida na marginalidade, até que ganhou notoriedade no início do século XX e se tornou a mais popular nos dias atuais.
Instrumentos usados por afro-brasileiros: Afoxé, Agogô, Alfaias, Atabaque, Berimbau, Tambor
 Capoeira - Raízes africanas 
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas. 
No Brasil 
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente 
Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.
Três estilos da capoeira 
A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.
REFERÊNCIAS
Músicas do Continente Africano/ Brasil
Música: Palea – Dobet Gnahore
Música:  Woman of África – Judith Sephuma – Le tsepile mang
Música:  Snegal – Toure Kunda - Colodera
Música: Semba Miolongo – Angola – Paulo Flores
Música: Kizomba – Philipe Monteiro
Música: Sansa Kroma – coral infantil (arquivo EMEI Guia Lopes)
Música: Banho de Cheiro - Compositores e Interpretes: Elba Ramalho e Alceu Valença
Música: Berimbau – Vinicius de Moraes e Toquinho
Música: Ilu ayê – MPB4
Música: Nego de Cabelo Bom – Max Castro
Música: Cangoma me chamou – Clementina de Jesus
Música: Banzo – Ceumar
Música: Bate o tambor – Leci Brandão
Músicas de rodas de capoeira -  Mestre Pastinha e Mestre Bimba, entre outros:
http://www.youtube.com/watch?v=9WFYuIu7BKA (Música Infantil sobre o continente africano)

INSTRUMENTOS
1 – Indígenas
Instrumento: Maracá (chocalho)
O maracá, também chamado bapo, maracaxá e xuatê, é um chocalho indígena utilizado em festas e cerimônias religiosas e guerreiras. Consiste em uma cabaça seca, desprovida de miolo, na qual se metem pedras, caroços ou coquinhos.
"Maracá" se originou do tupi mbara'ká.
Está presente em diversas manifestações culturais brasileiras, como o carimbó e em cerimônias de religiões afro-brasileiras que receberam influências indígenas, como o candomblé de caboclo. No catimbó, culto de origem indígena amplamente influenciado por tradições europeias, o maracá é tido como sagrado.
                                                         2 – Africano
a) Instrumento: Tambor
Musica: Fogueira Acesa (arquivo – EMEI Guia Lopes)
Compositor: Daniel Reverendo
“A Ancestralidade é nossa via de identidade histórica, sem ela, não sabemos o que somos e nunca saberemos o que queremos ser”
Tambores são tão ancestrais como o próprio homem,os primeiros tambores foram feitos na pré historia para o homem cultuar seus deuses e pelo remorso que o próprio homem tinha quando matava um animal.
Séculos e séculos se passaram e centenas de representações religiosas ou espirituais foram criadas de acordo com a cultura e cosmovisão de cada povo, de cada etnia, principalmente de acordo com os padrões sócio-econômicos da cada um.
Imagens, cerimônias, mitologias, liturgias, símbolos, tambores, chocalhos e atabaques são conseqüências das criações, não fazem mal a ninguém. São expressões da arte na religiosidade e na espiritualidade. “O que faz mal é a pretensão de querer ser melhor do que os outros ou ser o dono da razão, quando existe uma grande diversidade de pensamentos entre a humanidade”, publicado na Agência de Imprensa Indígena (AIPIN), (México, 2005).
O homem pré-histórico acreditava que a pele de sua caça esticada em troncos de arvores reproduzia o choro do animal morto, foi com esse grande “remorso” e a consagração da morte de sua caça que se deu os princípios da religião e a origem dos tambores.
O toque do tambor revela a arte de conectar-se com a Mãe Terra e com nosso eu interior, sintonizando nosso coração ao coração dela, e de viajar ao mundo do invisível, constatando nossa ancestralidade e todos os reinos da natureza.
O tambor está associado à direção Sul, ao elemento terra, às criaturas de 4 patas, ao arquétipo do curador e a qualidade da cura. Através dele podemos receber informações, inspirações e entendimentos.
Como originais podemos apontar os tambores de madeira, tambor de tábua, tambor de tronco escavado, feito e moldado a fogo.
Bastante conhecido é o tambor de água; que é um pequeno tambor usado na festa da Moça Nova.
Tambor catuquinaru:
É instrumento de sinalização, o tambor em si é um tronco de palmeira resistente, colocado verticalmente no solo e escavado de maneiras a abrir câmaras, nas quais são introduzidos vários materiais, como borracha, madeira, couro, mica em pó, fragmentos de ossos, areia fina, são seis as câmaras, em posição horizontal, de três em três, separadas por um espaço vazio, vertical. O instrumento é embutido numa escavação feita no chão. Aproximadamente até a metade de sua altura. A parte superior do tambor é coberta com borracha resistente; o mesmo fazem com os dois lados da fossa. Nesta também há de lascas de madeira, couro cru e resina de várias árvores. A fossa é fechada com areia grossa.
Percutem-se com uma maça cuja parte de contato, além de ser mais volumosa, ainda é coberta por camadas de borracha de couro.
Tambor de fenda:
É feito de uma tora de madeira avantajada(1m 42 X 1m23 ) escavado por meio de pedras incandescentes.
Tambor de carapaça:
É feito da carapaça da tartaruga, é instrumento cerimonial, e faz parte da festa da Moça Nova.
Tambor de cerâmica:
Entre eles o tambor d´agua, que consiste num vaso de barro tendo a abertura fechada com couro, Izikowitz considera o tambor d´agua como um velho elemento de civilização, talvez representando um dos mais antigos tambores do mundo.
Tambor de pele:
O instrumento dessa espécie é confeccionado com um cilindro de madeira leve ou mesmo pesada, curto ou afunilado, geralmente fechado de um lado só; a fixação dos materiais é feita por compressão, por meio de cipós ou mediante bastonetes.; fazem soar batendo com uma só baqueta, os velhos que assentados batucam com as mãos.
Se a maioria dos tambores de pele apresenta a fixação por meio de compressão, a tribo tembé, do rio capim, usa o torno, mesma técnica usada por tribos africanas, o que parece indicar influência negra, e a influência existe, no entanto, o elemento estranho parece indicar mais interinfluência, pois se do negro o índio assimilou entre outras a confecção do tambor no caso citado, do índio a comunidade negras localizadas na área aborígene adotou todo um sistema de vida, como observou Darcy Ribeiro.
 Em 1949 Izikowitz, considerando o instrumento desse tipo, opinou que, embora acusando semelhança acentuada com o tambor africano, não seria impossível que fossem peças originais, representando um derivado ou um tipo de substituição do tambor d´agua, nas regiões em que este não existia. Se certos tambores continuam como instrumento de comunicação, como os de fenda, os demais ficaram ligados aos cultos, como o de carapaça de tartaruga.
                 O tambor no geral tem função de acompanhar o canto e marcar a cadência das danças.
Ainda a respeito dos tambores feitos de tora de madeira, tanto existentes nas tribos brasileiras, como entre populações da África e Oceania. a particularidade interessante é que há tambores de fenda semelhantes aos dos Miranha em uso pelas populações negra, indianas e oceânicas.
             O tambor d’água dos velhos Guaikuru, que, alias é encontrado nas duas Américas, assim como o de cerâmica, são vistos igualmente na África. O tambor de vaso, como o dos Pakaa-Nova, ainda em uso na Europa até o século XIV, existe nos países árabes; é o darabukka.
Os tambores exerciam nas civilizações primitivas diversos papéis. Além da produção de música para rituais e festas, os tambores, devido à sua grande potência sonora, também foram usados como meios de comunicação.
Segundo o Wikipédia sobre a ancestralidade do tambor:
Os tambores são utilizados desde as mais remotas eras da humanidade. Acredita-se que os primeiros tambores fossem troncos ocos de árvores tocados com as mãos ou galhos. Posteriormente, quando o homem aprendeu a caçar e as peles de animais passaram a ser utilizadas na fabricação roupas e outros objetos, percebeu-se que ao esticar uma pele sobre o tronco, o som produzido era mais poderoso. Pela simplicidade de construção e execução, tipos diferentes de tambores existem em praticamente todas as civilizações conhecidas. A variedade de formatos, tamanhos e elementos decorativos depende dos materiais encontrados em cada região e dizem muito sobre a cultura que os produziu.
             São típicos nos cultos afro-brasileiros a dança, os tambores, os pontos cantados, o transe e a iniciação dos novatos.(...)
Os tambores falam de festas, coroações, tristezas, guerras e cultos, grande variedades de batidas muitas vezes transportam os nativos a reinos espirituais, o majestoso orgulho de ser negro e dançar com graça e leveza, a cultura negra se orgulha da herança que carrega mesmo que tenham levado seu ouro, suas terras seus animas e sua liberdade, o étnico levanta sua cabeça e baila com pés descalços e poucos tecidos envoltos no corpo.

b)  Instrumento: Berimbau
Musicas: musicas de roda de capoeira (maculelê)
Compositores e Interpretes: Mestre Pastinha , Mestre Bimbam e outros
Recebe o nome de berimbau um instrumento de percussão característico do Brasil, figura indispensável em todas as rodas de capoeira, apesar de estar presente em outros contextos, como por exemplo: as celebrações do candomblé-de-caboclo (segmento do candomblé que inclui em seu meio o culto a outras entidades de origem indígena e mestiça). Nos tempos de escravidão, os africanos utilizavam-se do berimbau para comunicar-se de modo sigiloso.
Apesar de uma ou outra discordância, é quase pacífico o entendimento de que o instrumento tenha origem na África e seja de origem bantu, sendo que podemos até hoje encontrar em partes do continente, especialmente na região sul, instrumentos bastante similares e tocados de modo similares ao berimbau. Na verdade, o instrumento migrou até mesmo para a Índia, onde a comunidade siddhi (os siddhis indianos são descendentes de escravos africanos, vindos de Moçambique, Tanzânia e Quênia) utiliza um instrumento musical idêntico ao berimbau, e que recebe o nome de “malunga”.
O instrumento é composto de uma cabaça, um arco geralmente feito da madeira chamada biriba, a qual é envergada por um cabo de arame, uma baqueta com a qual se percute o arame; ao mesmo tempo em que a mão da baqueta percute o arame, esta segura o caxixi, um pequeno cesto contendo pequenas sementes ou algo similar dentro, que ajuda no som percussivo; com a outra mão, o instrumentista segura uma pedra ou um pedaço de metal (popularmente chamado de dobrão) que é levado de encontro ao arame, causando variação nos tons emitidos pelo arco.
O berimbau produz, basicamente, três texturas de sons, que são a solta (sem a pedra, com o instrumento longe do corpo), presa (com a pedra friccionando o arame, com a baqueta atuando acima da pedra, com o instrumento longe do corpo) e chiado (com a pedra tocando o arame de modo solto, livre, com a baqueta atuando acima da pedra, com o instrumento preso ao corpo).


                                                  QUADRA - BRINCADEIRAS
A) Brincadeiras de Origem indígenas
1 – Brincadeira : Peteca           
Peteca é o nome dado a um artefato esportivo, utilizado no jogo também chamado “Peteca”, de origem indígena-brasileira. A palavra Peteca vem do tupi e significa golpe. Registros históricos indicam que a petea era utilizada pelos nativos brasileiros como forma de recreação muito antes dos colonizadores portigueses chegarem.
Paralelamente aos rituais e festas indígenas o jogo de peteca era praticado, tendo como centro as tribos localizadas no estado brasileiro de Minas Gerais. Através de gerações a tradição de jogar peteca foi se perpetuando, tornando-se enfim o esporte que é hoje.
                A peteca é constituída de uma base que concentra a maior parte do seu peso, geralmente feito de borracha (mas pode ser outro material), e uma extenção mais leve, geralmente feita de penas animais ou sintéticas, com o objetivo de dar equilíbrio ou orientar sua trajetória no ar quando arremessada. A peteca era muito utilizada pelos índios como atividade esportiva para ganho de aquecimento corporal durante o inverno.
2 - Cabo de guerra
Modalidade praticada para medir a força física, o cabo de guerra é muito aceito entre as etnias participantes de todas as edições dos Jogos, como atrativo emocionante, que arranca manifestação da torcida indígena e do público em geral. Permite a demonstração do conjunto de força física e técnica, que cada equipe possui. É uma das provas mais esperadas pelos atletas, pois muitas equipes treinam intensamente em suas aldeias, puxando grandes troncos de árvores. Isso porque, para os indígenas a força física é de suma importância, dando o caráter de destaque e reconhecimento entre todos. Na preparação de seus guerreiros, os índios sempre procuraram meios de desenvolver e medir a coragem e os limites de sua capacidade na força física.
É realizada desde os I Jogos por atletas, com a participação de homens e mulheres.
Competição/Prova: Cada delegação poderá inscrever no máximo duas equipes (masculina e feminina), compostas de 10 atletas e dois reservas. Haverá sorteio para compor as chaves de acordo com o número de equipes inscritas. Será utilizado o sistema de eliminatória simples na primeira e em todas as fases subseqüentes, até se chegar a um ganhador maior. Detalhes serão definidos no Congresso Técnico.

3 - Arremesso de lança
Prova: O Arremesso de Lança é uma prova individual realizada apenas pelos homens. Nos Jogos, a contagem dos pontos é feita de acordo com a distância alcançada, ou seja, vence aquele que atingir maior distância. As lanças são cedidas pela Comissão Técnica de Esporte, e fabricadas de maneira tradicional, usando madeira rústica. A adaptação desse armamento, desde os I Jogos, objetiva a distância e não o alvo.
Histórico: Várias etnias indígenas conhecem esse armamento, possuindo técnicas diferentes de confecção das lanças. O fabrico de cada lança depende da finalidade a que se destina. Comprimento, ponteiras de ossos, pedras ou mesmo madeiras mais duras, como a arueira ou pau de ferro são avaliados.Na tradição indígena, é usada para caça, pesca (arpão) ou para defesa em um ataque de animal feroz.
4 - Corrida com tora(adaptada)
Os povos indígenas que praticam essa atividade são os: Krahô, Xerente, e Apinajé do Tocantins, que habitam a região central do Estado de Mato Grosso em várias terras indígenas e os Gavião Parakategê e Kyikatêjê do Pará, Terra Indígena Mãe Maria. Os Kanela e os Krikati, são do estado do Maranhão. Os Kayapó do Pará e do Mato Grosso realizavam semelhante esporte que consistia em carregar e não correr com as toras. Os Fulni-ô de Pernambuco teriam praticado esse esporte no passado, de acordo com estudo do antropólogo Curt Nimuendajú.
Histórico e RitualEntre os Krahô, Xerente, e Apinajé, a Corrida de Tora difere em diversos aspectos, obedecendo seus ritos tradicionais de significados social, religioso e esportivo.
Para o povo Khraô, habitante de extensa faixa contínua de Cerrado no estado de Tocantins, ela está associada a algum rito e, conforme esse rito, variam os grupos de corredores, assim como o percurso e a tamanho das toras. Essas atividades são realizadas sempre com duas toras praticamente iguais. Os participantes se dividem em dois grupos de corredores “rivais”, cabendo apenas a um atleta de cada grupo carregar a tora, revezando-se em um mesmo percurso. As corridas se realizam no sentido de fora para dentro da aldeia, nunca de dentro para fora, ou mesmo dentro dela, quando estabelecem os pontos de largada e chegada no pátio de uma casa chamada woto, uma espécie de oca preparada para todas as atividades culturais, sociais e política. É sempre realizada ao amanhecer e ao entardecer. As corridas vindas de fora acontecem geralmente no final das tardes, quando os Krahô retornam de alguma atividade coletiva (caça ou roça). A corrida de tora é praticada nos rituais, festas e brincadeiras. Nesses casos, as toras podem representar símbolos mágicos-religiosos, como durante o ritual do Porkahok, que simboliza o fim do luto pela morte de algum membro da comunidade. Pela manhã, a corrida ganha um sentido de ginásticas para a preparação do corpo. Corre-se apenas com as toras já usadas ao redor das casas, no sentido contrário do relógio.
Os Xavante, do Mato Grosso, também realizam a Corrida de Tora, o Uiwed, entre duas equipes de 15 a 20 pessoas. Pintam os corpos e correm mais de cinco quilômetros, revezando-se até chegar ao Wa'rãm'ba, o centro da aldeia, e iniciam a Dança do Uwede'hõre. Na festa do U'pdöwarõ, a festa da comida, também existe a corrida com tora, mas nesse evento a tora usada é maior e mais pesada (média de 100 a 110 Km). 
Os Gavião Kyikatêjê/Parakateyê, do Pará, também grandes corredores de tora, obedecem os mesmos rituais de outros povos, mas há uma peculiaridade que é o Jãmparti (pronuncia-se Iãmparti). Trata-se de uma corrida com uma tora com mais de 100 Kg, mais comprida e carregada por dois atletas. Realizada sempre no período final das corridas de toras comuns, ou seja, aquela que é carregada por um atleta, com o sentido de harmonia e força. Em todas essas manifestações há a participação das mulheres. Não há um prêmio para o vencedor, pois somente a força física e a resistência são demonstradas.
Preparação das toras:
Geralmente, todos os povos que possuem essa atividade, confeccionam as toras com o tronco de uma palmeira chamada buriti, uma espécie de coqueiro, considerado sagrado pelos Krahô. Do buriti, os índios aproveitam tudo, desde seu fruto, como alimento, folhas para cobertura de casa e confecção de artesanatos (cestarias, abanos), tronco para rituais e atividades esportivas.
Na preparação de corte dessa madeira, há um ritual de cantos e danças. É derrubado e cortado em duas partes em forma de cilindros em tamanhos iguais. Nas extremidades da tora é feito um tipo de cava para que possa facilitar seu carregamento. As toras possuem tamanhos variados, de acordo com o ritual a ser realizado, pesando de 02 a 120 quilos. Muitas toras são “guardadas” dentro do rio para que seja absorvida mais água e, assim, fiquem mais pesadas. Notadamente isso ficou comprovado nas apresentações dos Jogos dos Povos Indígenas.
4 - Arranca mandioca
Esta brincadeira ainda vive firme e forte em algumas comunidades indígenas, mas é desconhecida entre crianças e adultos não indígenas. Vive forte mesmo, afinal, para brincar é preciso um bocado de força. Nos estados do Espírito Santo e de São Paulo, crianças guarani a conhecem pelo nome de “arranca mandioca”, porque lembra a maneira como a mandioca é colhida, atividade bastante conhecida pelas crianças indígenas. Quando resolvem brincar, reúnem-se perto de uma árvore e fazem fila, todos agachados, com as mãos nos ombros da criança da frente. Caminham dessa forma até a árvore e sentam no chão. A primeira da fila se agarra na árvore e as de trás seguram umas nas outras pelos braços e pernas. Uma criança (precisa ser alguém forte) é encarregada de “arrancar” as mandiocas – que são as próprias crianças. O primeiro da fila, aquele que está agarrado à árvore, é o “dono E assim começa o trabalho de soltar cada criança com toda a força. Entre os Guarani, vale usar de várias estratégias para conseguir soltar as crianças, como, por exemplo, fazer cócegas, puxar pelas pernas, pedir ajuda para quem já saiu da fila
 da roça de mandiocas”, é ele quem dá permissão para que sejam retiradas uma a uma as “crianças-mandiocas” da fila.
Entre os Xavante, fazer cócegas é impensável. No cerrado, região onde vivem, meninos e meninas conhecem essa brincadeira com o nome de “tatu”. Isso porque é muito difícil pegar o tatu quando ele se esconde na sua toca, não há quem o tire com as mãos. Pode puxá-lo pelo rabo, mas ele prende suas unhas na terra e não sai de lá por nada. A força é uma característica muito valorizada entre os Xavante, ao lado da valentia e da coragem. Mesmo que seja em brincadeiras, ela é importante entre as crianças. Na brincadeira do tatu, por exemplo, as crianças só se soltam umas das outras quando a pessoa que está “caçando” usa sua própria força. Essa brincadeira é sucesso garantido nas mais diversas situações e proporciona risadas o tempo todo. http://pibmirim.socioambiental.org/como-vivem/brincadeiras
6 – Brincadeira: Heiné Kuputisü
Neste jogo de resistência e equilíbrio, o corredor deve correr num pé só, feito um saci, e não pode trocar de pé. Uma linha é traçada na terra para definir o local da largada e um outro, a uns 100 metros de distância, aponta a meta a ser atingida. Se o jogador conseguir ultrapassar a meta é considerado um vencedor, mas se parar antes de chegar na linha final, é sinal de que ainda não tem a capacidade esperada e precisa treinar mais. Apesar de a velocidade não ser o mais importante, todos tentam fazer o caminho o mais rápido que podem, mas no fim, vence quem foi mais longe. O jogo, de que participam homens, adultos e crianças, acontece no centro da aldeia. http://pibmirim.socioambiental.org/como-vivem/brincadeiras

B) Brincadeiras de origem africana
1 – Brincadeira: Pegue a cauda – Nigéria.
Os jogadores se dividem em equipes. Cada equipe forma uma fila segurando pelo ombro ou cintura. O último jogador coloca um lenço no bolso ou na cintura. A primeira pessoa na linha comanda a equipe na perseguição e tenta pegar uma cauda de outra equipe. Ganha quem pegar mais lenços. Se forem, apenas duas equipes, ganha quem pegar primeiro
2 – Brincadeira: Terra mar – Moçambique.
Uma longa reta deve ser riscada no chão. De um lado se escreve TERRA e do outro MAR. No início todas as crianças podem ficar no lado da terra. Ao ouvirem: mar, todos devem pular para o lado do mar. Ao ouvirem: “Terra!”. Pulam para o lado da terra. Quem pular para o lado errado sai> O último a permanecer sem errar vence.
3 – Brincadeira: Kameshi Mpuku Ne (O gato e o rato) – povo Luba, Congo.
Originou-se com o povo Luba, do Congo. Os jogadores se organizam em linhas e colunas iguais (4x4, 5x5, etc.), deixando um espaço de aproximadamente um metro entre eles. Em cada linha os alunos ficam de mãos dadas. A seguir são escolhidos três alunos (o coordenador, o rato e o gato). Para iniciar o jogo, o gato persegue o rato entre as linhas formadas pelos jogadores. Quando o coordenador gritar “parar o rato”, os jogadores soltam as mãos do colega da linha e seguram nas mãos dos jogadores da coluna. Isso muda a direção dos corredores. O rato e o gato devem ficar atentos às mudanças constantes entre linhas e colunas. O jogo termina quando o rato for pego, ou o tempo limite for atingido.
4 – Brincadeira: Da ga (jiboia) – Gana e Nigéria.
Risque um quadrado ou retângulo no chão que será a “casa da Cobra”. Escolha um jogador para ficar dentro e ser a “serpente”. Todos os outros jogadores devem ficar próximos à linha do quadrado. Acobra tenta tocar nos jogadores. Se tocado, o jogador junta-se a cobra no interior do quadrado. De mãos dadas e usando apenas a mão livre eles tentam tocar outros jogadores. O último que não foi pego, vence.
5 – Brincadeira: Mbube Mbube (palavra Zulu para leão) – Gana.
“Imbube” é uma das palavras Zulu para “leão”. “Mbube” é chamar o leão. Neste jogo as crianças estão ajudando o leão a capturar o impala. O jogo inicia com todos formando um grande círculo. Dois jogadores são escolhidos (um para ser o leão e outro o Impala). De olhos vendados os dois são girados e afastados. O leão deve ficar dentro do círculo e se mover para pegar o impala que também pode se mover. Quando o leão se aproxima do impala, as crianças devem cantar “mbube, mbube”, mais alrto e mais rápido. Se o leão se afastar cantam mais baixo e lento.
6 – Brincadeira: Kudodoa – ,
Os jogadores setam em círculo. Colocam 20 bolinhas dentro de uma tigela. O pimeiro jogador tem uma bolinha e joga para o ar. Ele então tenta retirar quantos bolinhas ele pode de dentro da tigela antes de pegar a bolinha que jogou. Os jogadores se revezam. Quando todas as bolinhas forem recolhidas, a pessoa que estiver com mais bolinhas é o vencedor.:
7 – Brincadeira: Gutera Urizig – Ruanda
Equipamentos: bambolê, roda de bicleta, pneus)
                               Bastões (cabo de vassoura, bambu)
Lançar os bastões no aro e acumular pontos. . Uma criança é escolhida como líder. Todos os jogadores estão de ombro a ombro em uma linha reta segurando suas varas.O líder rola o aro. Os jogadores tentam jogar as varas através do aro em movimento.
8 – Brincadeira: Saltando o feijão : Nigéria
Escola um jogador para girar a corda no chão. Este gira a corda perto do chão e os jogadores devem pular para não serem atingidos pela corda. Caso isto aconteça o jogador estará fora do jogo. O jogo continua até que haja apenas um jogador.
9 – Brincadeira : Labirinto – Moçambique
Com uma pedra em uma das mãos, sem que o outro saiba, os jogadores colocam-se de frente um para o outro. Na aresta inicial do “Labirinto” são colocadas duas pedras diferentes, sendo uma de cada jogador. O jogador que tem a pedra estende as mãos ao colega, tendo este que advinhar em qual das mãos esta. Se conseguir a sua peça é deslocada em uma aresta do labirinto. Caso contrário, a peça do outro é movimentada.. Este procedimento repete-se até que a pedra de um dos jogadores chegue à última aresta e ganhe o jogo.
10- Brincadeira:  Pegue o Bastão – Egito
É necessário uma vara para cada jogador. Os jogadores forma um grande círculo. O objetivo é pegar o bastão mais próximo à sua direita antes de cair. Estes devem se manter suas varas na vertical e a frente, com uma ponta tocando o chão. O dirigente grita  a palavra “trocar”. Todo mundo deixa sua vara equilibrada e corre para a próxima À sua direita e tenta pegá-la antes que ela caia no chão. Se um jogador não consegue pegar a vara antes que caia ele esta fora do jogo e deve levar o seu bastão. O último a permanecer sem errar vence.
11 – Brincadeira: Acompanhe meu Pé – Zaire
As crianças estão em um círculo. O líder canta e palmas. Ele para de cantar na frente de uma das crianças e realiza algum tipo de dança. Se a criança conseguir  copiar os passos ela se torna líder. Se não conseguir, o líder escolhe outra criança e repete a dança. Como variação. A troca também pode ocorrer caso a criança escolhida erre o passo.
12 – Brincadeira:  Guerreiros Nagô (adaptação da brincadeira Escravos de Jó)
13 – Brincadeira: Batata-Quente
14 – Brincadeira: Barra Manteiga (sem a canção)

C) Brincadeiras Bolivianas
“Quem vê Fabrício brincando com as outras crianças do lado brasileiro da fronteira não nota diferença alguma, pelo simples fato de não haver diferenças. Assim como toda criança no mundo, Fabrício gosta de brincar e, uma de suas brincadeiras favoritas, é jogar bola. Com a facilidade imensa que a infância tem de imaginar, acaba se sentindo como seu Ídolo Lionel Messi enquanto brinca. Fabrício também confessa que adora jogos de mesa, o seu preferido é o tênis. Quando perguntado sobre o que acha das brincadeiras do Brasil ele nos responde: “Los juegos son los mismos, solo cambia el nombre”, ou seja, para ele, os jogos são os mesmos, só muda o nome.” (Temos vários bonecos na Sala de Leitura)    

         RESTAURANTE
O caráter social das refeições em diferentes culturas.

“O disfarce, a simulação, o troféu, o bailado, a pintura e gravação rupestres, a representação animal, a imitação de vozes e dos rumores das bestas áricas, esculturas a emboscada, não foram fórmulas propiciatórias para a captura de alimentos? A arte pré-histórica é apenas um documentário plástico de conquista alimentar. Magia, canto dança de roda, valem manobras para dominar a indispensável alimentação quando em estado natural, correndo, voando, nadando.” (CASCUDO, 2011: p. 339)

1) Na cultura africana: Panela coletiva, a mulher como responsável pelo cultivo e elaboração dos pratos
Em Moçambique os homens cozinham e limpam e as mulheres cuidam da terra, plantam e colhem.
Na Nigéria, os nômades carregam a cozinha no lombo de animais e se reúnem em praças para comer, todos juntos.
Na Nigéria, na hora do jantar os anciãos comem primeiro e os demais esperam para se servir. Em alguns lugares come-se somente com a mão direita e em cestas.
Os nigerianos nômades carregam suas cozinhas com seus animais de carga. Em algumas casas tradicionais, a cozinha está sob uma varanda aberta na área feminina da casa. Em outras casas, todo o cozimento é feito em um pátio. Os habitantes mais ricos da cidade têm cozinhas modernas com encanamento, fogões a gás e geladeiras. Uma coisa que é quase universal em todo o espectro de diferenças na Nigéria é que não são utilizados utensílios quando se come. As pessoas comem com a mão direita (apenas), e a comida é servida em cestas. O jantar é quase sempre um assunto de família, e os anciãos são servidos primeiro e comem antes que os outros — ou seja, comem o que quiserem e, depois que terminam completamente, o restante da família começa. Nas grandes cidades, aqueles que vivem um estilo de vida mais ocidental não aderem a esta regra, simplesmente porque eles não estão sempre cercados de sua família estendida.
2) na cultura indígena: Caça e Pesca(homens) – Plantio e preparação (Mulheres)
Come-se com as mãos, na tigela (ou cuia) coletiva.
OS povos indígenas dedicam grande parte do seu tempo em tividades relacionads à alimentação. Isso porque é preciso obter ou produzir os alimentos: criar animais, realizar expedições de caça e pesca, coletar frutos do mato, preparar a roça e olher seus produtos.

Índios Carajas - Dividem o trabalho, fica para os homens a defesa do território, abertura de roças, construção das casas, pesca e outros. Para as mulheres o trabalho de educar os filhos, cuidar dos afazeres domésticos, do casamento dos filhos, da pintura e ornamentação das crianças e outros.
            [...] Dizem que em cada casa se recolhiam trinta ou quarenta pessoas, e que assim os achavam; e que lhes davam de comer daquela vianda, que eles tinham, a saber: muito inhame e outras sementes que na terra há e eles comem [...] (Pero Vaz de Caminha, citado por LODY, 2000).
Outra tradição indígena no preparo de alimentos é o biaribi – um forno construído em um buraco no chão, forrado com folhas. Coloca-se a carne, também envolta em folhas e cobre-se com terra. Sobre o forno acende-se uma fogueira para assar a carne. Há também o processo de espetar a carne e o peixe em varetas de madeira e colocá-los diretamente no fogo, verificando-se pelo olhar e pelo olfato quando estavam no ponto desejado.
Há uma grande quantidade de alimentos de origem indígena, assim como a forma de prepará-los e de consumi-los, que foram assimilados pela culinária brasileira, entre os quais podem ser destacados: o uso da farinha de mandioca em beijus, tapiocas e no pirão; alimentos cozidos ou assados em folhas de bananeira; comidas de milho e a paçoca, uma espécie de farofa feita com peixe ou carne pilados com farinha.

- na cultura brasileira: Divisão de Papéis/A TV no horário das refeições / Fast Food
- pesquisar nas famílias da nossa sala – Quem cozinha na casa de cada um? O que comem todos os dias?


3) Na cultura boliviana: comem o que plantam
O almoço é a refeição mais importante do dia e deve ser realizado em casa, e, por isso, mesmo aqueles que trabalham fora costumam retornar para almoçar.
Para o almoço, o visitante, antes de mais nada, tem de aprender como funciona o sistema de refeições nos restaurante populares das zonas andinas. Primeiro se serve uma sopa, que entre as mais tradicionais estão o "chairo paceño", preparado com carne de cordeiro, "chuño" (batata seca), cenoura, cebola e milho, e a deliciosa sopa de quinoa, feita do cereal típico do Altiplano. Depois vem o "segundo", como é chamado o prato principal, que costuma ser basicamente arroz, alguma carne, batata, e muito condimento.
O almoço tem como entrada a sopa e o prato principal, chamado de segundo prato, tendo como base a batata, acrescentada geralmente de arroz, carne e condimentos.
Na Bolívia, a principal refeição é o almoço: a maioria dos trabalhadores tenta voltar para casa para comer durante a semana. Um bom almoço boliviano é composto de sopa, um prato principal e sobremesa, possivelmente. O elemento mais importante na comida boliviana é a batata: é comum ver as batatas, de alguma forma, servidas em quase todas as refeições. Massas e arroz também são favoritos. Quanto à carne, os bolivianos comem carne suína muito mais do que pessoas nos Estados Unidos ou Canadá. Frango e carne também são comuns, e você verá o bode como prato ocasional nos restaurantes.
Referências:

  
SALA DE LEITURA - VÍDEOS
Intorelância
Coconul (desenho Africano)
Kenia – Música com desenho com coreografia
Dois vovôs muito espertinhos – Two Old
Valores
Kit a cor da cultura
Vídeos da Cor da Cultura (Animações)
Capoeira, Maracatu e Jongo - Os negros que vieram para o Brasil trouxeram consigo suas músicas, suas danças, suas línguas, sua religião e muitos outros costumes.
Ana e Ana - Ana Carolina e Ana Beatriz são as duas irmãs gêmeas, mas são muito diferentes. Detestam serem vistas como iguais e fazem de tudo para explicitarem suas diferenças.
Bichos da África - Quatro volumes compostos por lendas e fábulas da tradição oral africana ao longo de várias gerações.
A Botija de Ouro - O livro conta a história da amizade entre duas crianças no tempo da escravidão. A amizade torna-se a força para que ambos, a partir de suas realidades sociais, lutassem contra a servidão.
Ifá, o Adivinho - O fazer e o refazer da cosmogonia africana em terras brasileiras, por meio do candomblé, acabam inventando e recriando uma África mítica.
O Menino Nito - O primeiro livro conta a história do menino Nito, que por tudo chorava. Seu pai, achando que ele já era grande para tal comportamento, vem com o seguinte discurso: homem que é homem não chora. Em função dessa postura, ele ficou doente.

Lendas Indígenas
Pajerama
Brincando de Índio
Amor de Índio –Parte I
Amor de Índio Parte II

SALA DE LEITURA – LIVROS
(Indicação para análise)


PARQUE
Brincadeiras de Origem Africana /Indígena/ e outras
- com cordas: Africana – Pular corda de diversas maneiras, cabo de guerra, brincadeiras cantadas de pular, reloginho.
- com elástico: brincadeiras de pular, cama de gato
- com pedras: Três Marias (maracozona), brincadeiras de arremesso.
- com folhas mamãe polenta
- com areia brincadeiras de desenho e adivinhação com gravetos, jogo da velha com gravetos
- outras:

PERSEGUIÇÃO RADICAL
Com os pés, façam um círculo grande na areia. Dividam o círculo em fatias, como uma pizza. Cada linha de divisão deve ter mais ou menos 3 palmos de largura. Tirem na sorte quem será o pegador, que começa a brincadeira no centro do círculo. Os outros ficam nas fatias da pizza. O pegador conta até três e todo mundo corre para trocar de lugar. Quem estiver dentro de uma fatia não pode ser pego. Quem for capturado fora da pizza ou sobre uma linha sai do jogo. O último será o próximo pegador.


FUTEBOL DE MACACO
Formem dois times e marquem os gols. Chinelos fincados na areia podem ser traves. O jogo é futebol, mas vocês só podem tocar na bola com as mãos. Não vale levantá-la do chão nem usar a cabeça. Cada time tem de tentar acertar o gol da equipe adversária e vence quem fizer cinco gols primeiro.


BOLA AO ALTO 
Formem uma roda e sorteiem um lançador. Ele joga a bola para o alto e diz o nome de um amigo, que tem de pegar a bola antes que ela caia e acertá-la no lançador. Se acertar, é o próximo a lançar a bola. Quem deixar a bola cair ou for queimado fica de fora.


PEIXE PACU
Um participante é escolhido para ser o pescador, enquanto os demais deverão formar uma fila que deverá se mexer feito uma serpente. O pescador corre ao longo da fila para tentar tocar o último jogador com uma vara ou um pedaço de pau, que representa a vara de pescar, evitando ser impedindo pelos outros jogadores.
ESCONDE A PEIA 
Uma das crianças esconde qualquer objeto, enquanto as outras fecham os olhos para não ver onde foi colocado. Depois, todas passam a procurar o objeto. Para conseguir pistas, vão perguntando a quem escondeu: Tô quente ou tô frio?. Se estiver próximo ao esconderijo a resposta será, Tá quente!. Se estiver distante, Tá frio! Quem escondeu também segue dando dicas tipo, Tá esquentando ou Tá esfriando de acordo com a proximidade ou distância do objeto escondido. Quando alguém chega muito perto do objeto escondido, quem escondeu grita Tá pegando fogo! E se estiver muito longe – Tá gelado! A criança que achar o objeto escondido será a próxima e escondê-lo. 

PASSA-PASSA 
Sem que o grupo de crianças participantes da brincadeira saiba, duas crianças escolhem aleatoriamente dois nomes – podem ser de frutas, flores, animais, etc. – e cada uma guarda o nome escolhido. Posicionam-se em pé, uma de frente para a outra e, de mãos dadas, formam um arco. O grupo de participantes forma uma fila que deverá ser encabeçada por uma criança maior ou mais esperta que representará a mãe de todas elas. Esta criança puxará a fila e passará por baixo do arco, cantando: - Passarás, passarás, algum deles há de ficar. Se não for o da frente, deve ser o de detrás. A última criança da fila fica “presa” entre os braços do “arco” e deve responder a pergunta: - Você prefere uva ou maçã?(por exemplo). A opção escolhida levará a criança a ficar atrás daquela que guardara aquele nome. A brincadeira mantém esta seqüência até o último participante ficar “preso” e escolher a fruta. Ganha a criança que tiver maior número de participantes na sua fila. 
BOLA DE GUDE 
É um jogo muito antigo, conhecido desde as civilizações grega e romana. O nome "gude" tem origem na palavra "gode", do provençal, que significa "pedrinha redonda e lisa". Atualmente, a bola de gude é feita de vidro colorido. Há várias modalidades do jogo, porém a mais conhecida é o chamado triângulo. Risca-se um triângulo na terra e coloca-se uma bola de gude em cada vértice. Se houver mais de três participantes, as bolas são colocadas dentro ou nas linhas do triângulo. Para saber quem vai iniciar o jogo marca-se um risco no chão, a  certa distância do triângulo. Posicionando-se perto do triângulo, cada participante joga uma bola procurando fazer com que ela pare o mais próximo da linha riscada no chão. O nível de proximidade da bola define a ordem dos jogadores. O jogo começa com o primeiro participante jogando a bola para tentar acertar alguma das bolinhas posicionadas no triângulo. Se conseguir, fica com a bola atingida e continua jogando, até errar quando dará a vez ao segundo e assim por diante. Se a bola parar dentro do triângulo o jogador fica “preso” e só poderá participar da próxima rodada. Os participantes vão se revezando e tentando “matar” as bolinhas dos adversários, utilizando os dedos polegar e indicador para empurrar a bola de gude na areia, com o objetivo de atingir o maior número de bolas dos outros participantes. Ganha o jogo quem conseguir ficar com mais bolas. 


ESPAÇO DE ARTES
Arte Africana

PINTURAS:  pedras, giz, paredes e troncos de árvores (área lateral da escola – cozinha)

MÁSCARAS: Etnias Zulu e Yoruba – (Catálogo - Museu Afro Brasil)
As máscaras são as formas mais conhecidas da arte africana. Representa a some de elementos simbólicos e místicos, usadas em rituais e funerais. Os africanos acreditam no poder da absorção das forças mágicas dos espíritos, obtendo a cura de doentes, etc. As máscaras são confeciocnadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira. Para estabelecer a purificação e a ligação com a entidade sagrada, são modeladas em segredo na selva.

ESCULTURAS : As esculturas são modeladas em argila, terracota, ouro e bronze, porém a madeira é um dos materiais mais usados. Nos séculos XII e XIII, em Ifé, os artistas conseguiram atingir a perfeição na arte do retrato em barro cozido e em bronze. Por a habilidade ser tão naturalista, inspirou a arte da Grécia Antiga.
No centro leste do continente africano, a etnia Makonde, que vive no sudeste da Tanzânia e no norte de Moçambique, também se destaca com 200 anos de história. Suas esculturas são figurativas e retratam animais e seres humanos. São produzidas pelo próprio povo, que se utiliza de uma madeira preta, o ébano, localmente chamado de mpingo; a dureza, a durabilidade e a cor fazem essa madeira perfeita para esculpir. Alguns artistas, depois das peças prontas, passam graxa de sapato para dar maior brilho. Essa arte é tanto tradicional como contemporânea, refletindo o seu passado tribal e também a vida urbana, utilizando seus mitos como inspiração.http://en.wikipedia.org/wiki/Nicholas_Mukomberanwa

ESTAMPAGEM DE TECIDOS : Adinkra - http://www.youtube.com/watch?v=MawceWucCFc

FOTOGRAFIA : Pierre Verger - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_Verger

PINTURA CORPORAL : Membros das tribos Surma e Mursi , localizadas leste da África Omo. São coloridas de brancos, vermelhos terra e amarelos , e misturadas com palhas, flores exóticas, gravetos e folhas. Para transforma em acessórios, os membros destas tribos usam uma flor ou raiz e uma folha. E as pinturas corporais usam pigmentos extraídos de plantas, barro, pedras em pó e frutos. 

Arte Indígena

ENFEITES /acessórios corporais: colares e pulseiras com elementos da natureza: sementes, gravetos e folhas.

PINTURA CORPORAL: com jenipapo, urucum e carvão

Arte Boliviana
Destacam-se os produtos artesanais elaborados com lã de alpaca, ovelha ou huanaco, com o que são tecidos os típicos chapéus andinos, luvas, cachecóis, meias, cobertas, jorongos, ponchos, ternos, capas, coletes, fitas, etc. Viajando para Bolívia, aconselhamos adquirir algumas das belas peças talhadas em madeira, e instrumentos musicais (charangos(cordas), quenas (flautas), sicus (flauta bambu), etc), artesanato em ouro, prata ou bem as tradicionais miniaturas em cerâmica. Um chapéu típico é o morrión.
Pintores:




Obras Interessantes sobre o Projeto:

Arte Afro – Brasileira
Para pesquisa:
- Heitor dos Prazeres (pinturas)


- Jose de Dome (pinturas)

- Ruben Valentim (pinturas)

- Djanira da Motta e Silva


A arte e a Maternidade
Obra 1 - Bolívia

OBRA 2 – Élon Brasil

Obra 3

Obra 5 - Amamentando - Lui Gonzaga, Goiana. Foto de Biu Vicente

Obra 6

Obra 7 -  Giberto Gomes


Arte Brasileira – Eduardo Lima - Retratos Brasileiros - *********(indicação)

Arte Familiar
- Talentos da comunidade (para compor nossa Mostra Cultural)

SUGESTÕES DE OFICINAS
AFRICANA
- Material Reciclável
Muitas das crianças na África constroem os seus próprios brinquedos a partir de latas e objetos do dia-a-dia. Para tal só precisam de um pouco de imaginação e muita habilidade. Carros, motas e aviões são criados através de simples latas.
Carrinhos, rádios e outros
Jogo Bezette"
- Bonecas Abayomi
A marca registrada da Abayomi – que quer dizer “meu momento”, em Iorubá, uma língua africana – é uma boneca negra de pano. Ela pode representar inúmeros personagens: de figuras do cotidiano (como crianças em ciranda, futebol, mocinha, mulher, homem, florista, capoeirista), de contos infantis ou de fábulas (saci, bruxa, gnomo, gênio, fada, anjo, sereia), passando por artistas de circo (trapezista, contorcionista, palhaço) e orixás do candomblé.
Em viagens para o Brasil, as mulheres rasgavam a barra da saia e faziam Abayomis para as crianças brincarem…. E já aqui como escravizadas, reuniam-se todos os dias na senzala e confeccionavam as Abayomis pedindo saúde e prosperidade.

INDÍGENA
PETECA
Material: juta, barbante, penas, bexiga e areia.
Modo de fazer: recorte uma medida redonda de juta (a gosto) e reserve. Coloque umpouco de areia dentro da bexiga e dê um nó. Coloque a bexiga no centro do círculo de juta e junte as pontas. No meio finque algumas penas e amarre tudo com o barbante.
PIÃO
Material: palito de churrasco, folhas de bananeira e cola.
Modo de fazer: recorte tiras de 1,5cm da folha de bananeira. (Quanto mais compridas as tiras, melhor. As tiras podem ser emendadas para ficarem maiores). Coloque um pingo de cola numa extremidade da tira e vá enrolando-a firmemente no palito de churrasco (deixe um espaço na ponta para o pião rodar) até o final da tira. Quando terminar coloque mais um pingo de cola para não soltar. Espere secar e depois abra um pouco o espiral para dar forma ao pião.
BONECA
Material: juta, folhas, barbante e tinta. Modo de fazer: recorte uma medida redonda de juta (a gosto) e encha de folhas. Junte as pontas e amarre bem com o barbante. Separe por amarrações dois montinhos: ummenor e outro maior (cabeça e tronco). Com as tintas pinte o rosto, o cabelo, etc.
BOLA
Material: cipó ou outra planta parecida.
Modo de fazer: enrolar no dedo uma bola pequena de cipó. Tire-a do dedo e vá envolvendo-a com mais cipó. Pare quando a bola estiver do tamanho desejado. Arremate a ponta final com um nó em outro fio do cipó.

BOLIVIANA
Escultura -  com massinha e argila -  lhamas cobertas com estopa
Bonecas - de pano ou de argila com vestimentas características da cultura boliviana
Flutas - com gravetos e palitos

SALA DE REGISTRO
 Gêneros Textuais:
- instrucional: receitas (daquelas que faremos na cozinha experimental) e regras de jogos e brincadeiras (daqueles que serão utilizados nas ludotecas, quadra ou momentos de parque)
- listas (para as atividades de escrita espontânea)
- letras de música (para atividades de ajuste de leitura e localização de palavras)
- poesia / parlendas
- lendas  (com referências indígenas e africanas)
- cartas (cartas recebidas e enviadas para o casal de espantalhos)
- bilhetes (trocados entre as turmas para comunicar acontecimentos, solicitar ajuda, etc)
- biografia (para leitura coletiva e conhecimento sobre os artistas citados nos mais variados momentos: música e dança, artes, etc)
- convites (para as assembleias infantis, mostra cultural)
Sugetões
Diversidade Música:  – Lenine: http://letras.mus.br/lenine/diversidade/
Diversidade: Poesia – Berenice Adams: http://www.apoema.com.br/sugestoes.htm
Hino a Diferença: Música – Laura Finochiaro : http://letras.mus.br/laura-finocchiaro/273427/
Diversidade – Música: Muito obrigado, Axé: Carlinhs Brown: http://diversidadeintegrada.blogspot.com.br/2010/02/muito-obrigado-axe-uma-musica-que.html

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