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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Documentação Pedagógica



                      1)  TEIA DE CONHECIMENTOS – Não é a toa que o registro sobre os caminhos que o projeto didático percorre tenha recebido este nome. Na pedagogia de projetos os conhecimentos não são escalonados em ordem de “importância”, ou fechados em caixas e sequências pré-determinadas.  Os conhecimentos são produzidos na medida exata em que surgem oportunidades reais para o investimento em pesquisas sobre eles. A Teia nos permite uma organização do trabalho pedagógico e facilita-nos observar e registrar as conexões entre os conhecimentos produzidos, através da escuta atenta às falas infantis.
As Teias são confeccionadas em cartolinas e, na medida em que forem agregados novos caminhos, elas precisam ser refeitas. Portanto, não se trata de um trabalho puramente estético, mas que deve refletir a prática pedagógica e a construção do conhecimento que esta sendo valorizado em determinado momento para o grupo/classe.
A visibilidade da teia de conhecimento é de fundamental importância em nossa estrutura organizacional, em especial ao fato de que as crianças convivem com duas professoras e além de ser um instrumento de acompanhamento dos diferentes projetos pela gestão pedagógica, garante uma comunicação imediata entre as parceiras de trabalho.
Para finalizar, a qualidade de um projeto didático esta intimamente ligada à teia de conhecimentos que produziu, não pela quantidade de temas transversais, mas pelos caminhos que foram percorridos pelos professores e alunos e as aprendizagens que possibilitou.

   2)     DIÁRIO DE PROJETO – É um documento que conta a história do projeto. Ele comprova a realização de sequências didáticas vivenciadas pelo grupo/classe e o significado da experiência para as crianças. Portanto, não se trata de um documento que é realizado de tempos em tempos. Sua confecção ocorre durante as atividades com as crianças, nos diferentes espaços escolares, desde o primeiro dia de aula (conforme linha de tempo). A comprovação da realização de atividades que tenham sido significativas para o grupo deve conter:
– data da realização da atividade (que deverá obedecer a ordem cronológica dos acontecimentos)
- registro escrito, fotográfico ou produzido pelas próprias crianças.
Os objetivos deste documento, entre outros, são:
- garantir visibilidade do caminho percorrido pela criança (uma vez que participa efetivamente de sua construção), pelo professor e para a comunidade escolar ( divulgação do trabalho aos pais e troca de experiências entre professores)
- registrar o resultado das pesquisas e intervenções do professor;
- possibilitar às crianças, revisitar algumas experiências, agregando valores e/ou apontando a necessidade de novas pesquisas sobre o mesmo tema;
- garantir, ao professor ter uma visão integral de seu trabalho para reflexões e encaminhamentos.
- possibilitar a inscrição em concursos promovidos por SME ou outras entidades que exijam comprovação do trabalho realizado.
Cabe-nos reforçar a ideia de que o Diário de Projeto é um registro do grupo/classe, incluindo o professor e não um registro daquilo que lhe parece pertinente divulgar. Além disso, não se trata de um documento que vise, apenas, a beleza estética de seu conteúdo, mas sua consistência. Considerando a diversidade quando tratamos de cada grupo de crianças e de cada professor, não existem modelos prontos de Diários de Projeto e, reduzir sua confecção ou análise à sua boniteza, esta longe da nossa concepção de trabalho e intervenção.
No início de cada ano, o professor receberá o Diário de Projeto que é confeccionado em folhas maiores que as habituais, vista a quantidade de informações que cada atividade deve conter. Trata-se de uma documentação que registra o trabalho da escola e por este motivo, deverá permanecer na unidade para compor nosso arquivo. Vale reiterar que o Diário de Projeto não é um documento do professor e, portanto não deve ser retirado da escola sem prévia autorização da gestão.
PROCEDIMENTOS: Esta previsto em linha de tempo um dia por semana para confecção de cada página que comporá o diário com a participação das crianças do grupo.
O professor deverá:
-  discutir com seus alunos o que foi mais significativo durante a semana e que tipo de registro poderá ser feito para que fique claro o que o grupo vivenciou e aprendeu, não se esquecendo que a sequência dos registros deve refletir as sequências didáticas elaboradas pelo professor
- construir cada página coletivamente, garantindo espaço para a participação infantil através de  recorte, colagem, desenho, fotografia, pintura e escrita. As falas infantis, tendo o professor como escriba, são fundamentais para este processo.
- escolher um espaço na sala para que o Diário de Projeto fique à disposição das crianças e da gestão. Um dos objetivos é a visitação constante ao documento. Desta forma, não há previsão na grade JEIF para atividades relacionadas aos Diários de Projeto.

3) PORTFÓLIOS INDIVIDUAIS – A construção do portfólio individual é feito nos cadernos de desenho fornecidos pela PMSP e deve ser realizado exclusivamente pelas crianças, contendo em todas as atividades as seguintes informações:
A) breve contextualização ( que tipo de conhecimento/experiência desencadeou a atividade)- esta contextualização deve ser elaborada pelo professor e colada no portfólio pelo aluno. Após a colagem é importante que se faça uma leitura compartilhada com o grupo para que saibam o que esta escrito.
- data (escrita pelo professor ou pela criança)
- enunciado ( quando não houver comanda, deverá constar “atividade livre” e o material utilizado)
- todas as atividades xerocadas deverão passar pela gestão pedagógica antes de serem distribuídas às crianças e coladas no portfólio. Nosso objetivo é reduzir ao máximo este tipo de prática e/ou garantir aos profissionais que saibam analisar criteriosamente sua prática pedagógica quando da utilização deste recurso.
- a utilização de fotos que ilustrem as vivências das crianças é bem vinda e a impressão será feita pela escola, em preto e branco, através da cota de cópias de cada professor,
- Nenhuma atividade de recorte e colagem do material impresso(fotos, comandas, contextualização, entre outros) deve ser feita pelo professor. As crianças deverão aprender a manusear a tesoura e a cola construindo sua autonomia, orientação espacial/temporal e senso estético. A criança que não realiza a construção de seu portfólio, dificilmente terá autonomia para encontrar a página que deverá ser usada, perceberá que há uma sequência cronológica e lógica das atividades que fez ou ainda que há uma forma correta de utilizar o caderno.
PROCEDIMENTOS:
a) UTILIZAÇÃO DO CADERNO OU FOLHAS



Ao contrário do que muitos pensam sobre a liberdade de expressão da criança, quando tratamos de atividades planejadas com objetivos específicos, é preciso dar às crianças referências. A organização das atividades no espaço de uma folha, precisa de orientação e nossa escola definiu alguns procedimentos que devem ser observados por todos. (vide apostila)




          - sempre que houver uma atividade de escrita o professor deverá fazer uma inscrição de forma sutil        para sinalizar de que forma a atividade foi realizada ( escrita espontânea ou cópia). Fica uma dica: No momento em que a comanda, título ou contextualização for elaborada pelo professor, esta sinalização pode ser incluída.
- caso o caderno não seja entregue nos primeiros meses de aula, as atividades de registro deverão ser feitas em folhas que serão organizadas, em ordem cronológica, pelo professor em sacos plásticos. Todas deverão conter as especificações do modelo acima, ou seja, título/comanda/contextualização, espaço para o nome da criança e data.

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- a confecção das atividades deve ser de inteira responsabilidade da criança, não sendo permitido o acúmulo de atividades em folhas soltas para serem coladas, retroativamente no portfólio pelo professor.
- as atividades realizadas em folhas soltas não deverão ser enviadas para casa uma vez que farão parte da história da criança em nossa escola;
- É obrigatório o uso da frente e do verso da folha do portfólio.
- Os portfólios das crianças, assim como toda a documentação pedagógica, não devem sair da escola sem prévia autorização da Direção.

4) PORTFÓLIOS VIRTUAIS DO GRUPO – Durante os cinco anos em que adotamos esta prática, ficou-nos evidente tratar-se de um procedimento eficaz para registrar a história de cada grupo. Além de serem eficientes meios para avaliar o trabalho desenvolvido, conecta-nos aos pais e os possibilita acompanhar a rotina escolar de seus filhos.
A escola possui e disponibiliza máquinas fotográficas digitais para esta atividade. Por questões de segurança e conservação, elas ficam sobre a mesa da Direção da Escola e podem ser retiradas e devolvidas pelos professores.
PROCEDIMENTOS
- Caberá a todos os professores, registrar, no mínimo, uma vez por semana uma atividade desenvolvida com seus alunos em um dos espaços previstos em suas respectivas linhas de tempo;
- o registro deverá ser feito com as máquinas da escola para que seja possível à gestão postar as fotos regularmente. Como em qualquer portfólio, a cronologia dos eventos é de extrema e fundamental importância para garantir a sequência didática das atividades realizadas. Não serão aceitas fotografias retiradas com máquinas próprias em cds ou pendrives.
- a projeção das fotos será feita durante eventos realizados pela escola no laboratório de informática;
- em dia específico previsto pela gestão escolar,  os professores deverão legendar suas fotos nas páginas do Facebook e/ou publicar relatos no Blog mantidos pela escola.

5) LIVRO DE OBSERVAÇÃO E REGISTRO – Cada professor receberá um caderno que comporá a documentação pedagógica da EMEI GUIA LOPES no qual deverá anotar suas observações sobre cada criança do seu grupo/classe. Estas anotações que devem contemplar o registro das falas infantis auxiliará a elaboração dos relatórios descritos sobre o desenvolvimento infantil.
- o professor deverá reservar duas ou três páginas para cada criança, organizando o caderno para que seja de fácil manuseio e visualização.
- conforme solicitação do Conselho de Escola, os pais terão acesso às anotações feitas neste livro de observação e registro;
- as observações e registros deverão ser feitos durante as atividades livres (parque e brinquedoteca), ou em atividades previstas nas linhas específicas de cada professor.
- as falas infantis devem ser colhidas, em especial, nos momentos das rodas de conversa;

 6) EXPOSIÇÃO PERMANENTE DE TRABALHOS – A EMEI Guia Lopes acredita que a divulgação/exposição dos trabalhos realizados nos diferentes espaços deva ocorrer sistematicamente como forma de reconhecimento dos talentos infantis. 
Além disso, as marcas da produção infantil criam um ambiente repleto de estímulo à novas descobertas e temas de interesse, bem como registra a memória e caminhos percorridos individual e/ou coletivamente.



          O acervo em exposição deverá ser constantemente atualizado e o material retirado pelo professor responsável. Todos os trabalhos expostos  deverão conter o nome da professora e de seu grupo de crianças.

SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS  E PLANEJAMENTO SEMANAL
Definido o primeiro tema a ser desenvolvido com as crianças (a primeira carta na manga), o professor partirá para a etapa de planejamento das ações e intenções.
Ao tema escolhido deverá corresponder uma sequência didática (segue modelo). Em seguida, o planejamento semanal dará conta de fazer acontecer o que idealizamos, sem desconsiderarmos a possibilidade de mudarmos de rumo a qualquer momento face às indicações do grupo de crianças.


SEQUÊNCIA DIDÁTICA
TEMA: ____________________________________________________
OBJETIVOS ESPECÍFICOS (elaborados pelo professor mediante as necessidades do grupo de crianças )
CONTEÚDOS:_________________________________________________
PERÍODO: ___________ A _______________

Após a construção da sequência didática, a mesma deve ser colada no semanário ( conforme modelo acima), deverá seguir o planejamento diário das atividades a serem desenvolvidas em todos os espaços escolares.
Independentemente do tema escolhido, o trabalho nos espaços e com os projetos coletivos são obrigatórios. Portanto, no semanário, para cada dia letivo corresponderão duas atividades planejadas, conforme linha de tempo de cada professor.
O ideal é que sejam observados os princípios da TRANSVERSALIDADE no planejamento semanal.
O trabalho nos espaços e com os projetos permanentes são obrigatórios e não precisam, necessariamente servir aos objetivos específicos do projeto didático que esta sendo desenvolvido. Prova disto é que para ambos (espaços e projetos permanentes) estão previstos objetivos específicos.
Para garantir que todos os projetos didáticos estejam de acordo com a Proposta Pedagógica da Escola e que a prática pedagógica não se distancie dos princípios estabelecidos pela missão, visão e valores desta Unidade Educacional, é imperiosa a consulta permanente ao conteúdo desta apostila que nada mais é do que um recorte da filosofia de trabalho desta equipe.

Data:

Dia da Semana:
ATIVIDADE 1: (DESCREVER O QUE CONSTA EM SUA LINHA DE TEMPO)
.
OBJETIVO: verificar o quadro de referência da Unidade
ATIVIDADE:  descrever de modo que seja possível a compreensão pelo leitor (equipe gestora e colegas de trabalho)
ATIVIDADE 2 ( DESCREVER O QUE CONSTA EM SUA LINHA DO TEMPO)
OBJETIVO ESPECÍFICO: verificar o quadro de referência da Unidade
ATIVIDADE – descrever de modo que seja possível a compreensão pelo leitor (equipe gestora e colegas de trabalho)
AVALIAÇÃO DO DIA
Descrever fatos relevantes do grupo e do seu trabalho

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